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Dia das Crianças 2026: alta das lojas físicas (4,5%) passa a do e-commerce (3,1%) pela 1ª vez no ICVA da Cielo
Em resumo
No Dia das Crianças de 2026, as vendas do varejo nas lojas físicas cresceram 4,5% e as do comércio eletrônico, 3,1%, segundo o índice de varejo da Cielo para 6 a 12 de outubro. É a primeira vez na série da data que a loja física cresce mais que a internet. Os setores de presentes, como brinquedos e roupas, venderam 5,7% menos.
As vendas das lojas físicas cresceram mais que as do comércio eletrônico no Dia das Crianças de 2026, pela primeira vez na série do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) para a data. De 6 a 12 de outubro, as vendas nas lojas subiram 4,5% sobre a mesma semana de 2025, e as da internet, 3,1%. Os dados estão no balanço do ICVA publicado pela Cielo em 15 de outubro. Nos anos anteriores, o canal online vinha crescendo mais.
O faturamento do varejo como um todo subiu 4,2% na semana. É menos do que no Dia das Crianças de 2025, mas mais do que em 2023 e em 2024, segundo a Cielo. O balanço não informa se os 4,2% e os 4,5% das lojas descontam a inflação. A Cielo calcula o índice nas duas versões, nominal e deflacionada. Pela metodologia publicada, o índice do e-commerce mede a receita nominal, sem desconto da inflação. A comparação entre os dois canais é da própria Cielo.
Setores de presente caem, alimentação e bares crescem
Os setores que a Cielo classifica como de presente faturaram 5,7% menos que em 2025, enquanto os demais cresceram 6,1%. As lojas de móveis, eletrodomésticos e departamentos tiveram a maior queda, de 9,2%. Livrarias e papelarias venderam 5% menos, lojas de brinquedos, 3,6% menos, e vestuário, 1,9% menos.
Do outro lado, bares e restaurantes cresceram 15,5%, o comércio especializado em alimentos, 12,2%, e os supermercados, 6,4%. Para Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, os dados sugerem uma possível valorização das experiências compartilhadas. A Cielo ressalva que o índice não mostra a escolha de cada família. O setor de recreação e lazer, por exemplo, caiu 0,8%.
Norte e Nordeste têm as maiores altas nas lojas
No comércio físico, as maiores altas regionais foram no Norte (8,3%) e no Nordeste (6,9%). Entre os estados, o Amazonas liderou, com 10,6%, à frente do Pará (8,7%). Também tiveram alta forte Santa Catarina, com 8,3%, o Ceará, com 8,1%, e a Bahia, com 6,4%. Pernambuco e Rio de Janeiro ficaram com 2,4%. O Rio Grande do Sul vendeu 4,1% menos nas lojas físicas.
O resultado da data veio depois de um mês fraco para o varejo: em setembro, o mesmo índice registrou queda de 3,9%, já descontada a inflação, o pior setembro desde 2020. Antes da data, uma pesquisa da CNDL e do SPC Brasil apontava que, nas capitais, metade de quem pretendia dar presente citava a internet como canal de compra.
O ICVA acompanha as vendas em 18 setores do varejo, de pequenos lojistas a grandes redes, a partir da base de transações da Cielo, com modelos que tentam isolar efeitos do mercado de cartões, como a variação de participação de mercado, a substituição de cheque e dinheiro e o surgimento do Pix.
Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.
Fonte: Cielo, blog oficial: ICVA do Dia das Crianças de 2026 (15/10/2026)
Perguntas frequentes
Quanto o varejo vendeu a mais no Dia das Crianças de 2026?
Segundo o ICVA, índice de varejo da Cielo, o faturamento do varejo cresceu 4,2% de 6 a 12 de outubro de 2026, na comparação com a mesma semana de 2025. A alta foi menor que a de 2025 e maior que as de 2023 e 2024.
O e-commerce cresceu menos que as lojas físicas?
Sim. Nessa semana, as vendas do comércio eletrônico subiram 3,1% e as das lojas físicas, 4,5%. Segundo a Cielo, é a primeira vez na série do índice para o Dia das Crianças que a loja física cresce mais que a internet.
Quais setores venderam menos na data?
Os que costumam vender presentes: lojas de brinquedos (queda de 3,6%), livrarias e papelarias (5%), lojas de móveis, eletrodomésticos e departamentos (9,2%) e vestuário (1,9%). Juntos, os setores de presente faturaram 5,7% menos, enquanto os demais cresceram 6,1%.




