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Compra por impulso frequente já chega a um terço dos compradores on-line, segundo a CNDL

Em resumo
Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil divulgada em 28 de outubro de 2026 mostra que um terço dos compradores on-line diz comprar por impulso quase sempre ou com frequência; em 2025, eram 25%. Entre os que compram por impulso, 58% já compraram um produto depois de assistir a vídeos no Instagram, no TikTok ou no YouTube.
A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgaram em 28 de outubro de 2026 a pesquisa Compras por impulso na internet 2026. Segundo o comunicado da CNDL, 69% dos consumidores que compram pela internet nas capitais admitem fazer compras sem planejamento, e um terço diz fazer isso quase sempre ou com frequência. Entre os que compram por impulso, 58% já compraram um produto depois de assistir a vídeos no Instagram, no TikTok ou no YouTube. O levantamento foi feito em parceria com a Offerwise, empresa de pesquisa de mercado. Em 30 de outubro, o portal Varejo S.A., da própria CNDL, publicou um texto sobre o recorte das redes sociais.
Vídeo, promoção e frete grátis puxam a compra não planejada
Os 58% se dividem em 17%, que fazem isso com frequência, e 41%, que dizem que aconteceu algumas vezes. Além disso, 18% dos entrevistados dizem que compram simplesmente porque acham algo de que gostam enquanto navegam nas redes sociais.
Promoções são o estímulo mais citado, por 57% dos entrevistados. Depois vêm o frete grátis (48%), os descontos com prazo limitado (27%), as ofertas de lançamentos e produtos novos (26%) e as avaliações positivas de outros compradores (20%).
Na lista de produtos, roupas, sapatos e acessórios aparecem em primeiro, com 37% das menções. Depois vêm os pedidos de comida e bebida por delivery (32%), os itens de beleza, como cosméticos e perfumes (30%), os artigos para a casa (28%) e os eletrônicos e equipamentos de informática (15%).
Compra por impulso ficou mais frequente de 2025 para 2026
A CNDL compara os resultados de 2025 e de 2026. A parcela que diz comprar por impulso quase sempre subiu de 10% em 2025 para 14% em 2026. A dos que compram com frequência passou de 15% para 19%. Somados, os dois grupos chegam a um terço dos entrevistados. Em 2025, a soma dos dois grupos era de 25%, conta feita pela redação com os números da CNDL.
Dois gatilhos emocionais cresceram. A solidão foi citada como gatilho por 9% em 2026, contra 5% em 2025, e a tristeza passou de 6% para 9%. Os gatilhos mais lembrados são a vontade de se recompensar (18%) e momentos de felicidade ou comemoração (17%). Entre os que compram por impulso, 43% dizem nunca ter pensado nas emoções que os levam a comprar.
O lado da conta: dívida e arrependimento
Segundo a pesquisa, 41% dos que compram por impulso já gastaram mais do que podiam nessas compras. E 36% já fizeram dívidas ou atrasaram contas por causa delas, proporção que sobe a 45% na faixa de 18 a 28 anos. O cartão de crédito é a conta mais afetada, citada por 15%, à frente de outras contas (11%), da conta de internet (8%), da de telefone (5%) e da de energia elétrica (5%).
Depois da compra, 59% relatam algum sentimento negativo. O arrependimento aparece para 17%, o incômodo com a falta de autocontrole para 15%, a ansiedade por novas compras para 12% e a culpa para 11%. Há ainda 10% que dizem ter medo de não conseguir pagar as dívidas feitas. No comunicado, a CNDL e o SPC Brasil recomendam ao consumidor planejamento financeiro e cuidado com o acúmulo de compras parceladas. Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o resultado preocupa num ambiente de crédito caro e renda comprometida, em que compras não planejadas podem agravar o endividamento.
Como a pesquisa foi feita
O questionário ficou aberto na internet entre 25 de maio e 4 de junho de 2026. Numa primeira etapa, 939 pessoas foram contatadas para saber se tinham feito compras on-line nos 12 meses anteriores; 800 delas, que tinham comprado, seguiram até o fim. Participaram adultos de todas as classes econômicas, e as respostas receberam peso por sexo, idade, estado e renda. Com 95% de confiança, a margem de erro é de 3,2 pontos na primeira etapa e de 3,5 pontos entre os 800.
Uma pesquisa da CNDL e do SPC Brasil com a mesma metodologia e o mesmo período de coleta já tinha rendido outros recortes, como os que mediram o tamanho do público que compra on-line e a preferência por vídeos de depoimento gravados pelo próprio cliente. Para a loja, a leitura da redação é que o peso dos vídeos em redes sociais nas compras não planejadas reforça o cuidado com o formato de vídeo curto na vitrine da loja e com os clipes de vídeo dentro dos marketplaces. Os textos da CNDL não trazem dado sobre troca ou devolução dessas compras.
Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.
Fonte: CNDL e SPC Brasil, 28/10/2026
Perguntas frequentes
Quem fez a pesquisa sobre compra por impulso na internet e quando ela saiu?
A pesquisa Compras por impulso na internet 2026 é da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), feita em parceria com a Offerwise. A CNDL divulgou os resultados em 28 de outubro de 2026. As respostas foram coletadas pela internet de 25 de maio a 4 de junho de 2026, com 800 pessoas de 18 anos ou mais que compraram on-line nos 12 meses anteriores.
Quantos compradores on-line fazem compras sem planejamento?
Segundo a CNDL, 69% dos consumidores que compram pela internet nas capitais admitem fazer compras não planejadas. Os que dizem comprar por impulso quase sempre passaram de 10% em 2025 para 14% em 2026, e os que dizem comprar com frequência, de 15% para 19%.
Qual o peso dos vídeos de redes sociais nas compras por impulso?
Entre os consumidores que compram por impulso pela internet, 58% já compraram um produto depois de assistir a vídeos no Instagram, no TikTok ou no YouTube: 17% fazem isso com frequência e 41% dizem que aconteceu algumas vezes. Além disso, 18% dos entrevistados dizem que compram ao achar algo de que gostam enquanto navegam nas redes sociais.
Quais produtos e estímulos aparecem mais nas compras por impulso?
Roupas, sapatos e acessórios lideram, com 37% das menções, à frente dos pedidos de comida e bebida por delivery (32%), dos itens de beleza, como cosméticos e perfumes (30%), e dos artigos para a casa (28%). Entre os estímulos, promoções são citadas por 57%, frete grátis por 48% e descontos com prazo limitado por 27%.






