Hoje

ConnectWeek

Portal de NegóciosNotícias, guias, dados e ferramentas.


  • E-commerce · faturamentoR$ 235,5 bi▲ +15,3%Fonte: ABComm
  • E-commerce · pedidos438,9 mi▲ +5,8%Fonte: ABComm
  • E-commerce · ticket médioR$ 536,60▲ +8,98%Fonte: ABComm
  • E-commerce · compradores94,2 mi▲ +3,2%Fonte: ABComm
  • Selic · Copom 16/09/202613,75% a.a.4º corte seguidoFonte: Banco Central
  • Startups · fatia das fintechs nos aportes, 1º sem. 202667%62% em 2025Fonte: Sling Hub, via Valor Econômico
  • Empreendedores iniciais · IA como prioridade digital74%× 35% site próprio e e-commerceFonte: GEM 2024/2025, via Sebrae
  • Donos de negócio com 60 anos ou mais16,5%Fonte: PNAD (IBGE), via Sebrae
  • E-commerce · compras pelo celular55,5%× 44,5% desktopFonte: ABComm
  • E-commerce · projeção de faturamento para 2026acima de R$ 258 biFonte: ABComm

E-commerceNotíciaDados com fonte declarada

Compra por impulso frequente já chega a um terço dos compradores on-line, segundo a CNDL

Ilustração em 3D fosco de um tênis vermelho que salta da tela de um celular em pé e voa em arco até um carrinho de compras onde já há outros tênis e uma bolsa, com sacolas de papel caindo pelo caminho
Imagem ilustrativa

Em resumo

Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil divulgada em 28 de outubro de 2026 mostra que um terço dos compradores on-line diz comprar por impulso quase sempre ou com frequência; em 2025, eram 25%. Entre os que compram por impulso, 58% já compraram um produto depois de assistir a vídeos no Instagram, no TikTok ou no YouTube.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgaram em 28 de outubro de 2026 a pesquisa Compras por impulso na internet 2026. Segundo o comunicado da CNDL, 69% dos consumidores que compram pela internet nas capitais admitem fazer compras sem planejamento, e um terço diz fazer isso quase sempre ou com frequência. Entre os que compram por impulso, 58% já compraram um produto depois de assistir a vídeos no Instagram, no TikTok ou no YouTube. O levantamento foi feito em parceria com a Offerwise, empresa de pesquisa de mercado. Em 30 de outubro, o portal Varejo S.A., da própria CNDL, publicou um texto sobre o recorte das redes sociais.

Vídeo, promoção e frete grátis puxam a compra não planejada

Os 58% se dividem em 17%, que fazem isso com frequência, e 41%, que dizem que aconteceu algumas vezes. Além disso, 18% dos entrevistados dizem que compram simplesmente porque acham algo de que gostam enquanto navegam nas redes sociais.

Promoções são o estímulo mais citado, por 57% dos entrevistados. Depois vêm o frete grátis (48%), os descontos com prazo limitado (27%), as ofertas de lançamentos e produtos novos (26%) e as avaliações positivas de outros compradores (20%).

Na lista de produtos, roupas, sapatos e acessórios aparecem em primeiro, com 37% das menções. Depois vêm os pedidos de comida e bebida por delivery (32%), os itens de beleza, como cosméticos e perfumes (30%), os artigos para a casa (28%) e os eletrônicos e equipamentos de informática (15%).

Compra por impulso ficou mais frequente de 2025 para 2026

A CNDL compara os resultados de 2025 e de 2026. A parcela que diz comprar por impulso quase sempre subiu de 10% em 2025 para 14% em 2026. A dos que compram com frequência passou de 15% para 19%. Somados, os dois grupos chegam a um terço dos entrevistados. Em 2025, a soma dos dois grupos era de 25%, conta feita pela redação com os números da CNDL.

Dois gatilhos emocionais cresceram. A solidão foi citada como gatilho por 9% em 2026, contra 5% em 2025, e a tristeza passou de 6% para 9%. Os gatilhos mais lembrados são a vontade de se recompensar (18%) e momentos de felicidade ou comemoração (17%). Entre os que compram por impulso, 43% dizem nunca ter pensado nas emoções que os levam a comprar.

O lado da conta: dívida e arrependimento

Segundo a pesquisa, 41% dos que compram por impulso já gastaram mais do que podiam nessas compras. E 36% já fizeram dívidas ou atrasaram contas por causa delas, proporção que sobe a 45% na faixa de 18 a 28 anos. O cartão de crédito é a conta mais afetada, citada por 15%, à frente de outras contas (11%), da conta de internet (8%), da de telefone (5%) e da de energia elétrica (5%).

Depois da compra, 59% relatam algum sentimento negativo. O arrependimento aparece para 17%, o incômodo com a falta de autocontrole para 15%, a ansiedade por novas compras para 12% e a culpa para 11%. Há ainda 10% que dizem ter medo de não conseguir pagar as dívidas feitas. No comunicado, a CNDL e o SPC Brasil recomendam ao consumidor planejamento financeiro e cuidado com o acúmulo de compras parceladas. Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o resultado preocupa num ambiente de crédito caro e renda comprometida, em que compras não planejadas podem agravar o endividamento.

Como a pesquisa foi feita

O questionário ficou aberto na internet entre 25 de maio e 4 de junho de 2026. Numa primeira etapa, 939 pessoas foram contatadas para saber se tinham feito compras on-line nos 12 meses anteriores; 800 delas, que tinham comprado, seguiram até o fim. Participaram adultos de todas as classes econômicas, e as respostas receberam peso por sexo, idade, estado e renda. Com 95% de confiança, a margem de erro é de 3,2 pontos na primeira etapa e de 3,5 pontos entre os 800.

Uma pesquisa da CNDL e do SPC Brasil com a mesma metodologia e o mesmo período de coleta já tinha rendido outros recortes, como os que mediram o tamanho do público que compra on-line e a preferência por vídeos de depoimento gravados pelo próprio cliente. Para a loja, a leitura da redação é que o peso dos vídeos em redes sociais nas compras não planejadas reforça o cuidado com o formato de vídeo curto na vitrine da loja e com os clipes de vídeo dentro dos marketplaces. Os textos da CNDL não trazem dado sobre troca ou devolução dessas compras.

Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.

Fonte: CNDL e SPC Brasil, 28/10/2026

Perguntas frequentes

Quem fez a pesquisa sobre compra por impulso na internet e quando ela saiu?

A pesquisa Compras por impulso na internet 2026 é da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), feita em parceria com a Offerwise. A CNDL divulgou os resultados em 28 de outubro de 2026. As respostas foram coletadas pela internet de 25 de maio a 4 de junho de 2026, com 800 pessoas de 18 anos ou mais que compraram on-line nos 12 meses anteriores.

Quantos compradores on-line fazem compras sem planejamento?

Segundo a CNDL, 69% dos consumidores que compram pela internet nas capitais admitem fazer compras não planejadas. Os que dizem comprar por impulso quase sempre passaram de 10% em 2025 para 14% em 2026, e os que dizem comprar com frequência, de 15% para 19%.

Qual o peso dos vídeos de redes sociais nas compras por impulso?

Entre os consumidores que compram por impulso pela internet, 58% já compraram um produto depois de assistir a vídeos no Instagram, no TikTok ou no YouTube: 17% fazem isso com frequência e 41% dizem que aconteceu algumas vezes. Além disso, 18% dos entrevistados dizem que compram ao achar algo de que gostam enquanto navegam nas redes sociais.

Quais produtos e estímulos aparecem mais nas compras por impulso?

Roupas, sapatos e acessórios lideram, com 37% das menções, à frente dos pedidos de comida e bebida por delivery (32%), dos itens de beleza, como cosméticos e perfumes (30%), e dos artigos para a casa (28%). Entre os estímulos, promoções são citadas por 57%, frete grátis por 48% e descontos com prazo limitado por 27%.

Continue lendo

Leia também

Ver tudo: Leia também

E-commerceNotícia··3 min

Itaú Pay estreia na Decolar e leva pagamento ao app do banco

A Decolar começou a aceitar o Itaú Pay, opção que permite a clientes elegíveis pagar compras online pelo aplicativo do banco. As promessas de conversão e ticket maior são estimativas do Itaú, ainda sem resultados operacionais divulgados pelas empresas.

Por Redação ConnectWeekFonte: E-Commerce Brasil

E-commerceNotícia··2 min

Dia das Crianças 2026: alta das lojas físicas (4,5%) passa a do e-commerce (3,1%) pela 1ª vez no ICVA da Cielo

No Dia das Crianças de 2026, as vendas do varejo nas lojas físicas cresceram 4,5% e as do comércio eletrônico, 3,1%, segundo o índice de varejo da Cielo para 6 a 12 de outubro. É a primeira vez na série da data que a loja física cresce mais que a internet. Os setores de presentes, como brinquedos e roupas, venderam 5,7% menos.

Por Redação ConnectWeekFonte: Cielo, blog oficial: ICVA do Dia das Crianças de 2026 (15/10/2026)

E-commerceNotícia··2 min

Google lança nos EUA carrinho único com produtos de várias lojas na busca e no Gemini; sem data no Brasil

O Google liberou nos Estados Unidos, em 15 de outubro de 2026, o Universal Cart, um carrinho de compras que guarda produtos de lojas diferentes, avisa quando o preço cai e permite pagar com o Google Pay, o sistema de pagamento da empresa. Ele funciona na busca e no Gemini, o assistente de IA do Google. O anúncio não fala em lançamento no Brasil.

Por Redação ConnectWeekFonte: Google, blog oficial: lançamento do Universal Cart nos Estados Unidos (15/10/2026)

E-commerceNotícia··3 min

Compras do AliExpress continuam chegando pelos Correios: contrato é renovado e há acordo para a Black Friday

O AliExpress, site de compras do grupo chinês Alibaba, e os Correios renovaram o contrato pelo qual a estatal entrega no Brasil os pedidos feitos na plataforma. Assinaram também um memorando de entendimentos, com ações conjuntas para acelerar as entregas na Black Friday e no 11 de novembro, data de promoções criada pelo Alibaba. O anúncio, de 8/10/2026, não informa prazo de entrega, valor nem duração do contrato.

Por Redação ConnectWeekFonte: Correios

E-commerceNotícia··5 min

Eletrônicos lideram o uso de IA nas compras em pesquisa da Criteo com seis países; Brasil não foi ouvido

Relatório da Criteo publicado em agosto de 2026 indica que 48% dos compradores de eletrônicos recorrem a assistentes de inteligência artificial em ao menos parte das compras, a maior fatia entre seis categorias. A pesquisa, de junho, ouviu mais de 6,2 mil pessoas nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, sem o Brasil. A decisão é lenta: 39% levam duas semanas ou mais entre a primeira busca e o pedido.

Por Redação ConnectWeekFonte: Criteo (Consumer Electronics Pulse 2026)

E-commerceNotícia··4 min

Compras não presenciais no cartão somam R$ 633 bilhões no 1º semestre de 2026, alta de 18%, diz a Abecs

Balanço da Abecs, a associação das empresas de meios eletrônicos de pagamento, mostra que as compras com cartão feitas pela internet e por outros canais remotos movimentaram R$ 633 bilhões de janeiro a junho de 2026, 18% acima do mesmo período de 2025. O total pago com cartões no país foi de R$ 2,3 trilhões. Cobrança recorrente, Tap on Phone e parcelado sem juros também aparecem no levantamento.

Por Redação ConnectWeekFonte: Abecs