Hoje

ConnectWeek

Portal de NegóciosNotícias, guias, dados e ferramentas.


  • E-commerce · faturamentoR$ 235,5 bi▲ +15,3%Fonte: ABComm
  • E-commerce · pedidos438,9 mi▲ +5,8%Fonte: ABComm
  • E-commerce · ticket médioR$ 536,60▲ +8,98%Fonte: ABComm
  • E-commerce · compradores94,2 mi▲ +3,2%Fonte: ABComm
  • Selic · Copom 16/09/202613,75% a.a.4º corte seguidoFonte: Banco Central
  • Startups · fatia das fintechs nos aportes, 1º sem. 202667%62% em 2025Fonte: Sling Hub, via Valor Econômico
  • Empreendedores iniciais · IA como prioridade digital74%× 35% site próprio e e-commerceFonte: GEM 2024/2025, via Sebrae
  • Donos de negócio com 60 anos ou mais16,5%Fonte: PNAD (IBGE), via Sebrae
  • E-commerce · compras pelo celular55,5%× 44,5% desktopFonte: ABComm
  • E-commerce · projeção de faturamento para 2026acima de R$ 258 biFonte: ABComm

InovaçãoArtigoDados com fonte declarada

Índice Global de Inovação: onde o Brasil está e como ler o ranking da OMPI

Ilustração isométrica de uma escada de blocos coloridos que sobe da esquerda para a direita, com lâmpadas acesas no topo e um bloco verde com uma lâmpada amarela destacado no meio da subida
Imagem ilustrativa

Em resumo

No Índice Global de Inovação de 2026, da OMPI, o Brasil ficou em 53º entre 139 economias e em 2º na América Latina, atrás do Chile. O índice soma cerca de 80 indicadores em sete pilares. O país vai melhor em sofisticação empresarial (42º) e pior em instituições (106º), e entrega mais resultados do que o investimento em inovação faria prever.

O Brasil ficou em 53º lugar entre 139 economias no Índice Global de Inovação de 2026, o ranking que a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) publica todo ano. A posição é a segunda da América Latina e do Caribe, atrás do Chile, e uma abaixo da de 2025. Os números deste texto são os do perfil do Brasil na edição 2026, consultado em 27 de outubro de 2026.

Quem publica o índice e o que ele compara

A página da edição 2026 na OMPI informa que esta é a 19ª edição e que a Suíça lidera pelo 16º ano seguido, com a Suécia em segundo e os Estados Unidos em terceiro. O tema escolhido para o relatório deste ano foi o empreendedorismo nascido da ciência, as chamadas startups de base científica.

A página geral do índice conta que ele começou em 2007 como um artigo de revista e hoje sai uma vez por ano. Além do ranking de países, a publicação lista os 100 maiores polos de inovação do mundo e acompanha tendências globais num painel próprio, o Global Innovation Tracker. A unidade de comparação é a economia nacional: o índice não classifica empresas.

Como a nota é montada: sete pilares e cerca de 80 indicadores

O perfil do Brasil resume o método em duas linhas: cerca de 80 indicadores, agrupados em insumos de inovação e resultados de inovação. Os insumos medem as condições que um país oferece para inovar; os resultados medem o que sai dessas condições. O índice organiza os indicadores em sete pilares, que a OMPI chama de áreas:

  • instituições (ambiente institucional, regulatório e de negócios);
  • capital humano e pesquisa (educação, ensino superior e pesquisa e desenvolvimento);
  • infraestrutura (tecnologias da informação e comunicação, infraestrutura geral e sustentabilidade ecológica);
  • sofisticação de mercado (crédito, investimento e comércio, diversificação e escala do mercado);
  • sofisticação empresarial (trabalhadores do conhecimento, parcerias de inovação e absorção de conhecimento);
  • produtos de conhecimento e tecnologia (criação, impacto e difusão de conhecimento);
  • produtos criativos (ativos intangíveis, bens e serviços criativos e criatividade on-line).

Os subtítulos entre parênteses são os do sumário do resumo da edição 2026, traduzidos pelo ConnectWeek. Os dois últimos pilares, que a OMPI chama de outputs (resultados), formam o subíndice de resultados; os cinco primeiros, o de insumos.

A própria OMPI faz duas ressalvas sobre a leitura. A primeira: a disponibilidade de dados e as mudanças no modelo do índice afetam a comparação de um ano para outro. A segunda: a posição tem margem estatística, e para o Brasil em 2026 o intervalo de confiança (a faixa de posições em que o país pode estar, dada essa margem) vai do 49º ao 55º lugar. Uma diferença de uma ou duas posições, portanto, cabe dentro da margem.

Onde o Brasil ficou em 2026 e como chegou lá

Além do 53º lugar geral, o perfil coloca o Brasil em 6º entre as 35 economias de renda média-alta e em 2º entre as 21 da América Latina e do Caribe. O Chile, em 51º, lidera a região; o México vem em 65º, de acordo com o resumo da edição.

A série do perfil mostra a trajetória desde 2020: 62º em 2020, 57º em 2021, 54º em 2022, 49º em 2023, 50º em 2024, 52º em 2025 e 53º em 2026. Nos dois últimos anos, a queda veio principalmente do lado dos insumos, que passou do 58º lugar em 2024 para o 63º em 2025 e o 66º em 2026. Nos resultados, o país passou do 49º lugar em 2024 para o 50º em 2025 e se manteve em 50º em 2026.

O perfil tira duas conclusões desse descompasso. O Brasil produz mais resultados de inovação do que o nível de investimento em inovação faria prever, e o desempenho dele no índice fica acima do esperado para a renda por habitante. Nesse segundo critério, o resumo da edição registra que o Brasil é o único país da América Latina e do Caribe acima do esperado, pelo sexto ano consecutivo.

Os pilares em que o país vai melhor e pior

Por pilar, a melhor posição brasileira em 2026 é em sofisticação empresarial (42º), seguida de capital humano e pesquisa (47º). Os dois pilares de resultados, produtos de conhecimento e tecnologia e produtos criativos, aparecem em 51º. Infraestrutura fica em 56º, sofisticação de mercado em 76º e instituições em 106º, a pior colocação do país entre os sete.

Entre os indicadores isolados, o perfil destaca três como os mais bem colocados: escala do mercado interno (8º), marcas de origem nacional em proporção ao PIB (8º) e pagamentos por propriedade intelectual em relação ao comércio total (13º). Segundo o resumo da edição, o país tem a base de ciência e de pesquisa e desenvolvimento mais profunda da América Latina, com forte atividade de marcas e de capital de risco em estágio avançado.

No ranking de polos, São Paulo é o único brasileiro entre os 100 maiores do mundo, em 49º lugar.

O que o número diz e o que ele não diz para a pequena empresa

O índice compara países. Ele não avalia empresas, não funciona como selo e não diz se um negócio específico é inovador. Na leitura do ConnectWeek, o uso prático para quem empreende está em entender o ambiente: os pilares de instituições e de sofisticação de mercado, onde o Brasil vai pior, reúnem os indicadores de ambiente regulatório e de negócios, de crédito e de investimento, que são as condições que a empresa encontra para abrir, financiar e fazer crescer um projeto.

Para saber o que as empresas brasileiras fazem em inovação, a fonte é outra: a Pesquisa de Inovação do IBGE, que entrevista empresas no país. Rankings de empresas, como o Ranking 100 Open Startups, também medem outra coisa: os contratos entre startups e grandes companhias. E as listas de startups unicórnio contam empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, um recorte que o índice da OMPI usa só como um dos cerca de 80 indicadores, medido pelo valor desses unicórnios em proporção ao PIB.

A posição brasileira em marcas é o dado que mais conversa com o dia a dia do pequeno negócio. Quem quer a marca protegida tem o caminho no passo a passo do registro de marca no INPI, e quem pensa em vender fora pode estender a proteção a outros países pelo Protocolo de Madri, administrado pela mesma OMPI que publica o índice.

Fonte: OMPI

Perguntas frequentes

O que é o Índice Global de Inovação?

É um ranking anual da OMPI que compara a capacidade de inovação de economias nacionais, não de empresas. A edição 2026, a 19ª, avaliou 139 economias com cerca de 80 indicadores, divididos entre condições para inovar e resultados obtidos.

Em que posição o Brasil está no Índice Global de Inovação?

Na edição 2026, em 53º lugar, uma posição abaixo de 2025, com intervalo de confiança entre o 49º e o 55º. Na América Latina e no Caribe, o país é o segundo colocado; o Chile, em 51º, ficou à frente.

Quais indicadores entram na conta do índice?

São cerca de 80, distribuídos em sete pilares: instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação de mercado, sofisticação empresarial, produtos de conhecimento e tecnologia e produtos criativos. Os dois últimos, que a OMPI chama de outputs (resultados), formam o subíndice de resultados; os cinco primeiros, o de insumos. Entram, por exemplo, gasto em pesquisa, patentes, marcas e capital de risco.

Quem publica o Índice Global de Inovação e com que frequência?

A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). O índice nasceu em 2007 e sai uma vez por ano; a edição 2026 é a 19ª.

Continue lendo

Leia também

Ver tudo: Leia também

InovaçãoArtigo··7 min

Protocolo de Madri: como pedir a marca em vários países a partir do INPI

Pelo Sistema de Madri, em vigor no Brasil desde outubro de 2019, a empresa com marca pedida ou registrada no INPI faz um pedido internacional só e indica os países onde quer proteção. O INPI certifica (R$ 280 por classe), a OMPI cobra taxa básica de 653 ou 903 francos suíços mais as taxas por país, e cada país examina a marca. Por cinco anos, o registro depende do pedido brasileiro.

Por Redação ConnectWeekFonte: INPI

InovaçãoArtigo··7 min

Desenho industrial: como registrar no INPI o formato do produto e da embalagem

O registro de desenho industrial protege a aparência de um objeto que pode ser fabricado em série: a forma, a estampa, o padrão de linhas e cores. O texto mostra o que a Lei nº 9.279/1996 exige (novidade, originalidade e fabricação industrial), o que fica de fora, como o pedido é feito no INPI, quanto custa pela tabela em vigor e quanto tempo o registro dura.

Por Redação ConnectWeekFonte: INPI

InovaçãoArtigo··12 min

Startup fora da capital: os parques tecnológicos do interior paulista e como sete deles recebem empresas

O interior do Estado de São Paulo tem parques tecnológicos, incubadoras e centros de inovação credenciados pelo governo paulista. O ConnectWeek mostra a quem abre uma startup fora da capital onde ficam os quinze parques da lista oficial, o que os sites de sete deles informam sobre a entrada de empresas, em que cidades sem parque há incubadora e onde estão as startups.

Por Redação ConnectWeekFonte: Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, página do Sistema Paulista de Ambientes de Inovação