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Pedidos no e-commerce crescem 34,9%, mas valor médio cai 13,4%
Pedidos aumentaram mais rápido que o faturamento no acumulado até setembro

Em resumo
Dados da Confi/Neotrust para janeiro a setembro mostram faturamento de R$ 322,6 bilhões e 1,2 bilhão de pedidos; o tíquete médio recuou para R$ 268,20, em uma base de mais de 7 mil lojas parceiras.
O comércio eletrônico brasileiro registrou mais pedidos, mas cada compra teve valor médio menor entre janeiro e setembro de 2026. Dados da Confi, por meio da plataforma Neotrust, apontam faturamento de R$ 322,6 bilhões no período, alta de 16,9% em relação aos mesmos meses de 2025. O número de pedidos cresceu 34,9%, para 1,2 bilhão, enquanto o tíquete médio caiu 13,4%, de R$ 309,70 para R$ 268,20.
O retrato foi apresentado pela Confi e pelo E-Commerce Brasil em outubro. A CNN Brasil também reportou os indicadores. Segundo a cobertura, os dados vêm de transações de mais de 7 mil lojas parceiras da Neotrust; por isso, representam essa base monitorada, e não necessariamente todas as vendas online do país.
Mais transações não significam, por si só, mais receita por pedido
O faturamento subiu, mas o volume de pedidos aumentou mais rápido. Essa diferença indica que o crescimento do setor ocorreu junto de compras médias menores. A informação não explica sozinha por que o tíquete recuou: o levantamento não atribui o movimento a descontos, mudança de mix, número de itens ou comportamento específico dos consumidores.
O preço médio por produto também caiu 1,9%, para R$ 138, segundo a reportagem do E-Commerce Brasil. Esse indicador reforça a leitura de um período com valores médios mais baixos, embora não permita saber como cada categoria ou empresa se comportou individualmente.
O efeito muda de uma loja para outra
Para uma operação de e-commerce, o total de pedidos ajuda a dimensionar a atividade, mas não revela quanto sobrou em cada venda. Frete, descontos, taxas de canal, devoluções e custos de separação podem afetar o resultado de formas diferentes conforme o produto e o modelo de negócio. Os números agregados não substituem os dados da própria empresa.
O recorte regional também mostra diferenças de ritmo. O Sudeste concentrou 58,3% do faturamento monitorado, enquanto o Norte apresentou o maior crescimento percentual, de 22,2%, na comparação anual. Participação e velocidade de crescimento são medidas distintas: a região que representa a maior fatia não é necessariamente a que avança mais rápido.
A leitura principal para gestores é separar volume, faturamento e tíquete médio. Os três indicadores contam partes diferentes da história: houve mais pedidos, a receita aumentou e o valor médio de cada pedido diminuiu. O conjunto ajuda a acompanhar o mercado, mas não permite inferir margem ou resultado de uma loja específica.
Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.
Fonte: Confi / Neotrust; E-Commerce Brasil; CNN Brasil; Reuters






