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Sebrae RS: 73% dos pequenos negócios gaúchos apontam vender mais como o principal desafio

Em resumo
Pesquisa do Sebrae RS com 244 empreendedores, feita de 1º a 27 de julho de 2026, mostra faturamento parado em 42% das empresas e em queda em 37%. Um terço gasta mais da metade da receita com custo operacional, e só 41% acompanham esse peso em detalhe.
Venda fraca, custo alto e pouca medição
Entre 244 empreendedores gaúchos atendidos pelo Sebrae RS, sete em cada dez dizem que a dificuldade número um é fazer o caixa girar mais. O dado, de 73%, saiu da 48ª Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios, do Sebrae RS, e foi publicado em 7 de outubro de 2026 pelo E-Commerce Brasil. O levantamento foi a campo de 1º a 27 de julho de 2026.
De abril a junho de 2026, a maior parte dos negócios andou de lado:
- 42% faturaram o mesmo que no período anterior, 37% faturaram menos e 21% cresceram;
- 76% não mexeram no tamanho da equipe, 15% reduziram o quadro e 9% ampliaram;
- 45% têm dificuldade para divulgar a empresa e ser encontrados;
- 38% citam o controle financeiro, e outros 38%, o uso mais estratégico de tecnologia e de canais digitais;
- 29% reclamam de falta de gente qualificada e 28% querem cortar custo operacional.
O número que mais preocupa está na margem
A parte menos comentada da pesquisa é a que explica as outras. Em 39% das empresas, o custo de operar leva de 30% a 50% do que entra no mês. Em 33%, leva mais da metade. Ao mesmo tempo, apenas 41% dizem acompanhar de perto como esses custos afetam o lucro; 43% admitem ter só uma noção geral.
Na prática, boa parte dos entrevistados quer vender mais sem saber quanto sobra de cada venda. Para o lojista, isso muda a ordem das tarefas: antes de investir em anúncio, vale abrir o custo por produto. O passo a passo está em margem de contribuição por SKU, e a calculadora de precificação mostra o preço mínimo por canal.
Crédito: um terço procurou, pouco mais da metade conseguiu
Entre abril e junho de 2026, 32% dos entrevistados foram atrás de financiamento. Desses, 59% tiveram o pedido aceito, e o valor médio liberado foi de R$ 99 mil. O destino do dinheiro diz muito sobre o momento: 31% usaram para quitar dívida de estoque e insumos, 26% compraram máquinas e equipamentos, 24% compraram estoque e 22% reformaram o ponto.
Para os meses seguintes, 34% afirmam que pretendem buscar financiamento, sobretudo para capital de giro, e 21% planejam contratar. Quem está nesse grupo encontra a conta de quanto pedir em como calcular o capital de giro.
Otimismo com o próprio setor, cautela com o estado
O humor muda conforme a pergunta. Quando o assunto é a economia gaúcha, 35% esperam melhora. Quando é o segmento em que atuam, o índice sobe para 54%. E 41% pretendem expandir a operação nos três meses seguintes à entrevista.
“O controle financeiro é cada vez mais decisivo para a sustentabilidade dos pequenos negócios.”
— Rômulo Tevah, gestor de soluções e especialista em finanças do Sebrae RS
Como usar esses dados na sua loja
A amostra é pequena e formada por quem já tem relação com o Sebrae RS, então os percentuais não descrevem todas as empresas do estado. Ainda assim, três leituras servem para qualquer região:
- visibilidade é o segundo gargalo: perfil atualizado no Google e ficha completa resolvem parte dele sem verba, como mostra o guia de SEO local para loja física que vende online;
- crédito para pagar estoque antigo é sinal de alerta: indica compra maior que a saída;
- medir custo vem antes de crescer: sem isso, mais venda pode significar mais prejuízo.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
Qual é o maior desafio dos pequenos negócios gaúchos?
Aumentar as vendas, citado por 73% dos 244 empreendedores ouvidos pelo Sebrae RS entre 1º e 27 de julho de 2026. Em seguida vem a visibilidade do negócio, com 45%.
Quanto dos pedidos de crédito foi aprovado?
No segundo trimestre de 2026, 32% buscaram financiamento e 59% desses pedidos foram aprovados, com valor médio de R$ 99 mil por empresa.
A pesquisa vale para todo o estado?
Ela retrata empreendedores atendidos pelo Sebrae RS que responderam ao questionário. É um termômetro, e não um censo das empresas gaúchas.





