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Fim das bets tem apoio de 2 em 3 micro e pequenas empresas; 26% relatam queda no faturamento, diz Sebrae
Em resumo
Uma pesquisa do Sebrae com 1.028 donos de micro e pequenas empresas, divulgada em 19 de outubro de 2026, mostra que 66% apoiam a proibição das apostas online, as bets. Para 26%, o avanço das apostas reduziu o faturamento nos últimos 12 meses. Entre as empresas com funcionários, 40% dizem que a equipe foi afetada.
Dois em cada três donos de micro e pequenas empresas apoiam a proibição das apostas online, conhecidas como bets. É o que mostra uma pesquisa do Sebrae divulgada em 19 de outubro de 2026 pela agência de notícias da instituição. Dos 1.028 empresários ouvidos, 66% são a favor da medida: 57% totalmente e 8,8% em parte. Os contrários somam 23,5%, com 17% totalmente contra e 6% em parte.
A proibição veio com a Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro de 2026, que vetou a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa (as bets) no país. Segundo o Sebrae, os sites e aplicativos começaram a sair do ar em 6 de outubro. Por ser medida provisória, o texto ainda depende de votação no Congresso. Os deveres que ela cria para bancos, redes sociais e anunciantes estão na notícia do ConnectWeek sobre a MP das bets.
Um quarto das empresas liga as apostas à queda no faturamento
Para 26% dos empresários, o avanço das apostas reduziu o faturamento da empresa nos últimos 12 meses. Outros 23% não souberam avaliar o tamanho do efeito no caixa, 51% não viram efeito direto e 0,2% disseram ter ganhado com o setor.
Quase metade (48%) percebeu pelo menos uma mudança no comportamento dos clientes. A queda no dinheiro disponível para compras foi citada por 33%. Outros 18% notaram mais calote ou atraso de pagamento, 11,5% viram mais pedidos de parcelamento ou de compra fiado, e 10% perceberam clientes trocando produtos por versões mais baratas.
A pesquisa com consumidores feita pela CNDL e pelo SPC Brasil em maio e junho já tinha mostrado o outro lado da conta: entre os compradores online que apostaram, 43% disseram ter cortado algum gasto para jogar, como registrou a notícia sobre o levantamento da CNDL.
Equipes também sentiram o efeito
Entre as empresas com funcionários, 40% relataram que a equipe foi afetada pelas apostas. Nos comentários livres, segundo o Sebrae, os donos citaram empregados endividados, pedidos frequentes de adiantamento de salário, apostas durante o horário de trabalho, noites mal dormidas, queda de produtividade e até desvio de dinheiro. O presidente do Sebrae, Décio Lima, disse na nota que o dinheiro antes gasto no comércio local migrou para os jogos online.
Expectativa de faturamento
Sobre os próximos meses, 38% esperam aumento do faturamento com o fim das bets, 42% acham que as vendas vão ficar como estão e 0,6% preveem queda. Numa escala de 0 a 10, a nota média para o efeito positivo do fim das apostas na economia da cidade ou da região foi 6, e 24% deram a nota máxima.
Quem respondeu à pesquisa
Dos respondentes, 56% têm microempresa, 22,5% são microempreendedores individuais (MEI) e 21,5% têm empresa de pequeno porte. Serviços reúnem 53% da amostra, comércio 29%, indústria e construção 12,5% e agronegócio 3%. Segundo o Sebrae, há respondentes dos 26 estados e do Distrito Federal. O Sudeste concentra 55% das respostas; o Sul, 22%; o Nordeste, 14%; o Centro-Oeste, 6%; e o Norte, 3%. A nota do Sebrae não informa em que período as entrevistas foram feitas nem a margem de erro.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias, pesquisa do Sebrae sobre as bets e os pequenos negócios (19/10/2026)
Perguntas frequentes
Quantos donos de micro e pequenas empresas apoiam a proibição das bets?
Segundo a pesquisa do Sebrae divulgada em 19 de outubro de 2026, 66% dos donos de micro e pequenas empresas ouvidos são a favor: 57% totalmente e 8,8% em parte. Outros 23,5% são contra, 17% totalmente e 6% em parte.
Quem respondeu à pesquisa?
Foram 1.028 donos de micro e pequenas empresas: 56% de microempresas, 22,5% de microempreendedores individuais (MEI) e 21,5% de empresas de pequeno porte. Mais da metade (53%) atua em serviços e 29% no comércio. O Sebrae diz que há respondentes dos 26 estados e do Distrito Federal. A nota do Sebrae não informa em que datas as entrevistas foram feitas.
O que as empresas esperam das vendas sem as bets?
Perguntados sobre as vendas daqui para a frente, 38% dos empresários esperam aumento do faturamento e 42% acham que as vendas vão ficar iguais. Só 0,6% esperam queda. Numa escala de 0 a 10, a nota média dada ao efeito do fim das bets na economia da cidade ou da região foi 6.





