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Nuvemshop abre centro de distribuição no Rio e prevê reduzir frete dos lojistas em 20%
Unidade na Zona Norte do Rio foi projetada para processar 145,2 mil pacotes mensais; redução de frete e prazo são projeções da empresa.

Em resumo
O centro de distribuição da Nuvemshop no Rio é o quarto da empresa no Brasil. A operação pode processar 145,2 mil pacotes por mês e a companhia estima reduzir o frete em ao menos 20%, dependendo da rota.
A Nuvemshop inaugurou um centro de distribuição na cidade do Rio de Janeiro para reforçar a logística das lojas que usam sua plataforma. A unidade é a quarta da empresa no Brasil e foi projetada para processar 145,2 mil pacotes por mês, segundo informações divulgadas pela companhia e publicadas por veículos do setor.
O centro fica na Pavuna, na Zona Norte, e opera no modelo de cross-docking: os pacotes chegam, são separados e seguem para o próximo trecho da entrega sem permanecer armazenados por longos períodos. A operação conecta a rede da empresa no Rio a pontos em São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
Frete 20% menor é uma estimativa da empresa
A Nuvemshop espera que a nova unidade reduza em pelo menos 20% o custo de frete para os lojistas atendidos e encurte o prazo de entrega em até cinco dias, a depender do destino. Esses números são metas divulgadas pela empresa; não significam que todo vendedor terá a mesma redução ou que todos os pedidos chegarão mais rápido.
A estrutura tem capacidade modular, que pode ser ampliada conforme o volume de pacotes. No início, deve processar aproximadamente metade dos 25 mil pacotes por hora que a companhia diz alcançar em sua unidade de São Paulo. A capacidade de um centro não corresponde ao volume de vendas de uma loja específica: o resultado de cada vendedor depende de origem do produto, destino, serviço escolhido e operação do próprio negócio.
Por que a empresa escolheu o Rio
Segundo dados da Nuvemshop citados pelo InfoMoney e pela Central do Varejo, o Rio é o quarto maior estado em faturamento de pequenas e médias lojas da plataforma, com crescimento de 33% em um ano. A empresa também afirma que mais de 66% dos produtos comprados por consumidores fluminenses são fabricados em estados onde ela já possui operação logística, como São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
Essa distribuição ajuda a explicar o desenho da malha: em vez de atender o estado como uma operação isolada, o novo centro aproxima os principais fluxos entre esses mercados. A companhia escolheu a região antes da temporada de novembro, quando estima que o volume de envios fique entre 60% e 90% acima de um mês comum.
O que muda para quem vende online
Na prática, a unidade cria mais uma alternativa logística para lojistas atendidos pelo Nuvem Envio. A promessa de frete menor pode influenciar a escolha de canais e a forma de planejar a entrega, mas o efeito real deve ser conferido nas cotações e nos prazos disponíveis para cada CEP. A empresa não divulgou uma tabela de fretes ou uma data em que todos os vendedores poderão usar o centro.
A Nuvemshop já havia anunciado uma parceria com o iFood para entregas no mesmo dia em algumas cidades. O novo centro tem outra função: organizar pacotes na rede de transporte e aproximar estoques e rotas entre estados. A publicação da Nuvemshop sobre a abertura reforça o plano de conectar marcas próprias a consumidores com mais opções de entrega.
Para acompanhar o impacto, os lojistas terão de comparar o custo e o prazo oferecidos em cada pedido após a entrada da unidade. A previsão de redução é relevante para o planejamento, mas só os dados efetivos de frete, entrega no prazo e recompra mostrarão se a mudança se confirmou para cada operação.
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