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Black Friday 2026: IA já inicia a busca de produtos para 13% dos consumidores

Em resumo
Pesquisa de intenção da LWSA indica que 13% começam a procura por produtos em ferramentas de IA; 54% pretendem distribuir as compras ao longo de novembro.
Na pesquisa para a Black Friday de 2026, ferramentas de inteligência artificial já aparecem como ponto de partida para uma parcela dos consumidores, mas ainda estão longe de substituir os marketplaces e as lojas como canais de compra. Um levantamento encomendado pela LWSA indica que 13% dos entrevistados começam a busca por produtos em ferramentas como ChatGPT, Gemini ou Claude. Entre esse grupo, 63% dizem recorrer à IA sempre ou com frequência.
O estudo também aponta que resumos gerados por inteligência artificial em buscadores influenciam a decisão de 45% dos participantes. Esse dado mede uma etapa diferente da jornada: não significa que 45% iniciaram a pesquisa em um chatbot. A distinção ajuda a entender por que a IA pode ter presença relevante na descoberta sem ser ainda o principal caminho até o carrinho.
Da descoberta à compra, o consumidor muda de canal
A pesquisa de intenção de compra foi realizada pelo Painel de Consumidores Opinion Box, entre 31 de julho e 19 de agosto, com 1.044 pessoas. Segundo os resultados divulgados, 56% começam a procurar produtos em marketplaces, 42% em sites de marcas e lojas e 33% em aplicativos próprios. Já na hora de concluir a compra, os sites das lojas aparecem na frente, citados por 55% dos entrevistados.
O movimento combina pesquisa distribuída e decisão em outro ambiente. Uma pessoa pode descobrir uma opção em uma resposta de IA, comparar preços em um marketplace e fechar o pedido no site da marca. Os números não provam que esse caminho se aplique a todos os consumidores, mas mostram que o lojista disputa atenção antes mesmo da visita à própria loja virtual.
Black Friday espalhada por novembro
A concentração em uma única sexta-feira também perdeu força no planejamento declarado. No estudo, 54% pretendem distribuir as compras ao longo de novembro, enquanto 20% planejam comprar exclusivamente na sexta-feira, marcada para 27 de novembro. Metade diz começar a pesquisar ofertas com mais de um mês de antecedência; 72% afirmam se preparar financeiramente para a data.
Para pequenas lojas, isso torna importante manter as informações dos produtos claras durante todo o período: nome e descrição específicos, variações disponíveis, preço, prazo e custo de entrega. Esses dados ajudam o consumidor a comparar opções em qualquer canal, inclusive quando uma ferramenta automatizada resume resultados. Não garantem que uma loja será recomendada por uma IA, nem substituem preço competitivo, estoque e uma experiência de compra confiável.
O que os números permitem concluir
Os resultados sugerem que a inteligência artificial já participa da pesquisa de parte do público e pode influenciar decisões por meio de resumos em buscadores. Ainda assim, o ponto de partida mais citado continua sendo o marketplace, e o site da loja ganha espaço no fechamento da compra. Para o varejista, o desafio prático é facilitar a comparação e estar preparado para atender o consumidor quando ele mudar de canal.
Os percentuais são respostas de intenção e comportamento declarado em uma pesquisa de painel, não uma medição de todas as compras realizadas na Black Friday. Além disso, as matérias consultadas reportam o mesmo levantamento da LWSA; não são três pesquisas independentes. O estudo foi divulgado pela empresa e repercutido por veículos como Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Startupi e E-Commerce Brasil.
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Fonte: LWSA / Opinion Box






