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Compras do exterior: aeroporto de Salvador quer liberar encomendas e estima entrega até 48 horas mais rápida

Em resumo
A concessionária do Aeroporto de Salvador anunciou em 30 de outubro de 2026 que quer montar no terminal de cargas internacionais uma operação de remessas expressas (courier) para encomendas compradas no exterior. Pela estimativa do aeroporto, a entrega na Bahia pode ficar até 48 horas mais rápida. O projeto está na fase de escolha dos operadores.
A concessionária do Aeroporto Internacional de Salvador, o Salvador Bahia Airport, da rede VINCI Airports, anunciou em 30 de outubro de 2026 um projeto para processar no próprio aeroporto encomendas compradas no exterior. Segundo o comunicado da concessionária, a ideia é instalar no Terminal de Cargas Internacionais (TECA) uma operação de remessas expressas internacionais, o serviço conhecido como courier, e atrair empresas especializadas para operá-la. Pela estimativa do aeroporto, a entrega dessas compras na Bahia pode ficar até 48 horas mais rápida. O projeto está na fase de seleção dos operadores.
Hoje, a maior parte das encomendas é liberada fora da Bahia
A concessionária cita estimativas preliminares do setor sobre o caminho dessas compras. Por elas, de 80% a 85% das encomendas internacionais com destino à Bahia passam pela liberação alfandegária em aeroportos de outras regiões. Os exemplos citados são Viracopos, em Campinas, e Guarulhos, os dois no estado de São Paulo. Só depois disso as encomendas seguem viagem até o comprador. Com a estrutura em Salvador, parte desse volume passaria a ser liberada dentro do estado, com menos trechos de transporte no meio do caminho.
Segundo o comunicado, o ganho de até 48 horas é uma estimativa e depende da rota, da oferta de voos e dos procedimentos de liberação das mercadorias.
Cerca de 680 m² e potencial de até 2,3 milhões de remessas por ano
O plano reserva cerca de 680 metros quadrados do TECA para a operação, com adaptações e equipamentos de inspeção e processamento de encomendas. Estudos de mercado citados pelo aeroporto calculam um potencial de 1,1 milhão de remessas no primeiro ano de funcionamento e de até 2,3 milhões por ano a partir do segundo. A própria concessionária classifica os números como projeções preliminares, que dependem da implantação da estrutura, da adesão dos operadores e das condições de mercado.
O comunicado liga o projeto ao peso da Bahia no comércio eletrônico, com um dado de 2024 da Fecomércio-BA, a federação do comércio do estado: a Bahia responde por cerca de 30% do comércio eletrônico do Nordeste. A concessionária também vê Salvador como porta de entrada e de distribuição de encomendas para outros estados do Nordeste e para o norte de Minas Gerais.
O gerente de Negócios Aéreos e Cargas Aéreas da concessionária, Anderson Ribeiro, diz no comunicado que processar as remessas em Salvador põe a operação logística mais perto do consumidor e pode encurtar a entrega. Segundo ele, a concessionária quer aumentar as opções de entrada de encomendas do exterior e atrair novos negócios para o estado. O aeroporto diz ainda que a operação deve abrir espaço para serviços locais de triagem, armazenagem, transporte e distribuição.
O que o comunicado não diz
O texto da concessionária não traz data para o início da operação, valor de investimento nem o nome de empresas interessadas. Também não detalha quais etapas da liberação alfandegária, além da inspeção e do processamento das encomendas, ficariam em Salvador.
Outros planos para liberar importados fora de São Paulo
Em outubro, a operadora logística Anjun anunciou um plano para liberar importados em Recife, Brasília e Manaus, sem passar por São Paulo. Para quem vende produtos importados a clientes do Nordeste, a avaliação da redação é que, se a operação de Salvador sair do papel, a entrega mais curta vai pesar na hora de definir o prazo prometido no site. Como o projeto ainda não tem data para começar, o lojista não deve contar com esse ganho na Black Friday deste ano.
Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.
Fonte: Salvador Bahia Airport, 30/10/2026
Perguntas frequentes
O que o Aeroporto de Salvador anunciou sobre compras internacionais?
Em 30 de outubro de 2026, o Salvador Bahia Airport, concessionária do aeroporto e parte da rede VINCI Airports, anunciou que quer instalar uma operação de remessas expressas internacionais, o serviço conhecido como courier, no Terminal de Cargas Internacionais (TECA). A ideia é atrair empresas especializadas para processar ali as encomendas compradas no exterior e fazer a liberação na alfândega mais perto de quem recebe.
Quanto o prazo de entrega pode cair?
Pela estimativa da concessionária do Aeroporto de Salvador, o prazo total de entrega das compras do exterior na Bahia pode cair em até 48 horas. O próprio comunicado diz que o ganho depende da rota, da oferta de voos e dos procedimentos de liberação das mercadorias.
Por onde passam hoje as compras internacionais destinadas à Bahia?
Segundo estimativas preliminares do setor citadas pelo aeroporto, de 80% a 85% dessas remessas são processadas e liberadas em aeroportos fora da Bahia, como Viracopos e Guarulhos, ambos no estado de São Paulo, e só depois seguem para o destino.
Quando a operação começa?
O comunicado não informa data de início nem valor de investimento. Diz apenas que o projeto está na fase de seleção dos operadores especializados e que os volumes previstos, de 1,1 milhão de remessas no primeiro ano e até 2,3 milhões por ano a partir do segundo, são projeções preliminares.






