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  • E-commerce · projeção de faturamento para 2026acima de R$ 258 biFonte: ABComm

VendasNotíciaDados com fonte declarada

Neotrust projeta R$ 13,3 bilhões no e-commerce nos quatro dias da Black Friday de 2026

Em resumo

A Confi, dona da plataforma de inteligência de mercado Neotrust, projeta que as lojas on-line do Brasil faturem R$ 13,3 bilhões de 26 a 29 de novembro de 2026, os quatro dias da Black Friday. O valor é 20,7% maior que o dos mesmos dias de 2025. O estudo, feito em parceria com o E-Commerce Brasil, foi apresentado em 13 de outubro.

As lojas on-line do Brasil devem faturar R$ 13,3 bilhões nos quatro dias da Black Friday de 2026, de quinta-feira, 26, a domingo, 29 de novembro. A projeção é da Confi, dona da plataforma de inteligência de mercado Neotrust, e foi feita junto com o E-Commerce Brasil. O estudo foi apresentado a varejistas em 13 de outubro de 2026, na sede do portal, em São Paulo. Segundo o E-Commerce Brasil, o valor fica 20,7% acima dos R$ 11,03 bilhões que o estudo usa como base para os mesmos quatro dias de 2025.

Esse número de 2025 é diferente do que a própria Neotrust havia divulgado. No balanço publicado em 1º de dezembro de 2025, os quatro dias da Black Friday daquele ano (27 a 30 de novembro) somaram mais de R$ 10,19 bilhões. A reportagem do E-Commerce Brasil de 13 de outubro não explica a diferença entre as duas bases.

A estimativa de volume é de 69,4 milhões de produtos vendidos no período, 15,4% a mais que nos mesmos dias de 2025. A Neotrust trabalha com transações reais de mais de 7 mil lojas parceiras.

Eletrodomésticos na frente, beleza com a maior alta entre as três

Por categoria, a projeção coloca os eletrodomésticos no topo do faturamento dos quatro dias: R$ 2,12 bilhões, 44,5% a mais que em 2025. Moda e acessórios vêm em segundo, com R$ 1,38 bilhão e alta de 44,2%. Beleza e perfumaria ficam em terceiro, com R$ 910 milhões, e têm o maior crescimento entre as três categorias, de 69,8%.

Léo Bicalho, head da Neotrust, diz que o consumidor continua reservando para a Black Friday as compras de valor mais alto, como eletrônicos e linha branca (geladeira, fogão, máquina de lavar), porque sabe que é a data com mais promoções e porque recebe o 13º salário no fim do ano. Ele cita dois freios possíveis para 2026: compras planejadas que o consumidor pode já ter feito em outras datas promocionais do calendário e o endividamento das famílias.

Novembro inteiro disputa o orçamento

Os números de novembro de 2025 publicados pelo E-Commerce Brasil mostram o mês inteiro, não só os quatro dias. Naquele mês, o e-commerce brasileiro faturou R$ 46,98 bilhões, alta de 27,3%, e só 23,5% desse valor saiu dos quatro dias da Black Friday. No mesmo mês, o 11.11, também chamado de Dia dos Solteiros, data de promoções de 11 de novembro, somou R$ 2,6 bilhões, 95,7% a mais que no ano anterior, e superou a Cyber Monday (a segunda-feira de promoções on-line depois da Black Friday), que ficou em R$ 1,6 bilhão.

Para 2026, a projeção do 11.11 é de R$ 3,17 bilhões, alta de 21%. Pela estimativa, a data continua sendo o dia de maior venda depois da Black Friday. Bruno Pati, CEO do E-Commerce Brasil, diz que o desafio do lojista passou a ser escolher quando entrar na disputa: antecipar demais pode apertar a margem, e quem espera demais pode encontrar o cliente com o orçamento já gasto. Uma pesquisa da LWSA, noticiada pelo ConnectWeek, mostrou o mesmo movimento pelo lado do consumidor: a maioria dos entrevistados disse que vai espalhar as compras por novembro.

Mais pedidos, valor menor por compra

A projeção sai num ano de vendas em alta e compras de valor menor. De janeiro a setembro de 2026, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 322,6 bilhões, 16,9% a mais que no mesmo período de 2025. O número de pedidos subiu mais rápido, 34,9%, e chegou a 1,2 bilhão. Com isso, o ticket médio, que é o valor médio de cada pedido, caiu 13,4%, de R$ 309,70 para R$ 268,20. O preço médio por produto recuou 1,9%, para R$ 138.

Pedro Chiamulera, CEO da Confi, afirma que esse quadro muda a forma de vender: além do preço, pesam o planejamento de estoque, a comunicação, a experiência de compra, a logística e a capacidade de atuar em vários momentos de compra ao longo do mês.

O que os números indicam para a loja pequena

Este trecho é leitura do ConnectWeek, não conclusão do estudo. Se o valor por pedido cai enquanto o número de pedidos sobe, a loja tende a despachar mais caixas para faturar o mesmo, e a conta do frete e da embalagem pesa mais na margem. A alta prevista de 15,4% no volume de produtos pode orientar a compra ao fornecedor, desde que ajustada ao histórico da própria loja. O guia sobre quanto estoque comprar para a Black Friday sem travar o caixa em janeiro mostra essa conta. Para quem pensa em entrar também no 11.11, o artigo sobre o que é o Dia dos Solteiros e como decidir se a loja participa ajuda a separar as duas campanhas.

Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.

Fonte: E-Commerce Brasil

Perguntas frequentes

Quanto o e-commerce brasileiro deve faturar na Black Friday de 2026, segundo a Neotrust?

R$ 13,3 bilhões entre quinta-feira, 26, e domingo, 29 de novembro de 2026, 20,7% acima da base de R$ 11,03 bilhões que o estudo usa para os mesmos quatro dias de 2025. A projeção é da Confi, dona da Neotrust, em parceria com o E-Commerce Brasil.

De onde vêm os dados usados na projeção da Black Friday?

Segundo o E-Commerce Brasil, a Neotrust usa transações reais de mais de 7 mil lojas parceiras. O estudo foi apresentado a varejistas em 13 de outubro de 2026, em São Paulo.

Quais categorias devem vender mais nos quatro dias da Black Friday de 2026?

Eletrodomésticos lideram a projeção, com R$ 2,12 bilhões. Depois vêm moda e acessórios, com R$ 1,38 bilhão, e beleza e perfumaria, com R$ 910 milhões e a maior alta das três, de 69,8%.

Quanto o estudo prevê para o 11.11, o dia de promoções de 11 de novembro?

R$ 3,17 bilhões em 2026, alta de 21%. Pela projeção, o 11.11 segue como o dia com mais vendas no comércio eletrônico depois da Black Friday.

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Por Redação ConnectWeekFonte: Diário Oficial da União

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Por Redação ConnectWeekFonte: CNDL e SPC Brasil

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