SEOArtigo
Como contratar SEO (agência ou consultor) e o que exigir no relatório

Em resumo
Ninguém pode garantir o primeiro lugar no Google, e a empresa responde pelo que o fornecedor faz no site. O ConnectWeek mostra quando contratar consultor, agência ou equipe interna, as perguntas da seleção, os sinais de alerta, as cláusulas de contrato sobre acessos, direitos autorais e dados pessoais e os indicadores que o relatório mensal precisa trazer.
Contratar SEO é comprar trabalho verificável, não posição garantida: o próprio Google avisa que ninguém pode garantir o primeiro lugar nos resultados. Antes de assinar, peça um diagnóstico com prioridades e estimativas realistas, mantenha Search Console e Google Analytics em nome da empresa, com o fornecedor como usuário, defina por escrito o que será entregue a cada mês e exija um relatório que compare cliques, impressões e receita orgânica com a situação anterior ao contrato — não apenas posições escolhidas pelo próprio fornecedor.
Agência, consultor ou equipe interna: quando cada um faz sentido?
A página do Google Você precisa de um especialista em SEO? lembra que a pequena empresa local consegue fazer boa parte do trabalho sozinha, a partir do guia de SEO para iniciantes, e aponta um bom momento para contratar: antes de reformar o site ou de lançar um novo, quanto antes melhor. Quando a decisão é contratar, o formato muda o que se compra:
| Modelo | Quando faz sentido | Atenção |
|---|---|---|
| Consultor independente | Diagnóstico, priorização e treinamento de quem executa; site pequeno ou médio | Depende de alguém da empresa ou de terceiros para executar |
| Agência | Execução em volume: correções técnicas, conteúdo e várias frentes ao mesmo tempo | Troca de analistas e relatórios padronizados que não dizem o que foi feito |
| Equipe interna | Busca orgânica como canal central, site grande e mudanças frequentes | Custo fixo e necessidade de apoio de desenvolvimento |
Se a contratação envolve também mídia paga e redes sociais, os cuidados de contrato e os indicadores de uma agência de marketing digital estão no artigo sobre como contratar agência de marketing digital. Aqui o foco é a busca orgânica.
Quais perguntas fazer antes de contratar?
- Pode mostrar trabalhos anteriores e indicar clientes para referência?
- Segue os Fundamentos da Pesquisa Google, as antigas diretrizes para webmasters?
- Que resultados espera, em quanto tempo e como vai medir o sucesso?
- Que experiência tem no nosso mercado e na nossa região?
- Como vai informar cada mudança feita no site, com a justificativa?
- As recomendações citam a documentação oficial do Google? As dicas de “AEO” e “GEO”, para respostas de inteligência artificial, seguem a orientação oficial sobre recursos de IA?
- Quais ferramentas usa e o que cada uma mede?
As seis primeiras vêm, adaptadas, da lista do próprio Google. Repare também no que o candidato pergunta: um bom profissional quer saber o que diferencia a empresa, quem são os concorrentes e como os clientes chegam até ela.
Quais são os sinais de alerta?
- Garantia de posição, “relacionamento privilegiado” com o Google ou “envio prioritário” ao buscador. “Ninguém pode garantir a classificação em primeiro lugar no Google”, diz a documentação do Google.
- Segredo sobre o método: se o fornecedor não explica o que vai fazer, você não consegue avaliar o risco.
- Pedido de acesso de gravação para uma auditoria: o Google recomenda dar só acesso de leitura ao Search Console nessa etapa.
- Compra de links e conteúdo em massa: as políticas de spam tratam como violação comprar links para ganhar posição e gerar muitas páginas sem valor, com ou sem IA. A punição cai sobre o site da empresa, e o Google lembra que o contratante responde pelas ações de quem contrata.
- E-mail não solicitado dizendo que o site “não aparece nos principais buscadores” ou prometendo cadastro em milhares deles.
- Ferramenta “aprovada pelo Google”: o Google não avalia nem endossa ferramentas de terceiros.
O que colocar no contrato?
- Escopo e entregas: o que será feito a cada mês — correções técnicas, páginas otimizadas, conteúdos, relatórios —, com prazo e critério de aceite.
- Acessos: a empresa é a proprietária verificada da propriedade no Search Console e dona das contas do Google Analytics. O fornecedor entra como usuário, com a permissão de usuário pleno ou restrito que o trabalho exigir. No encerramento, remova os usuários e todos os meios de verificação que o fornecedor tenha deixado — arquivo HTML, meta tag, registro DNS e permissões de edição no Google Analytics ou de publicação no Gerenciador de Tags: segundo a ajuda do Search Console, um proprietário verificado com token ativo pode recuperar o acesso.
- Propriedade do conteúdo: textos, imagens e relatórios produzidos. A Lei 9.610/1998 manda interpretar de forma restritiva os negócios sobre direitos autorais (art. 4º) e exige forma escrita para a cessão (art. 50). Sem cláusula expressa de cessão à empresa, a titularidade do que foi escrito pode virar disputa na troca de fornecedor. A cessão alcança os direitos patrimoniais — os morais são inalienáveis (art. 27) —, e o fornecedor só cede o que tem: precisa ter recebido os direitos de quem escreveu, e fotos de banco de imagens seguem a licença do banco.
- Práticas proibidas: compromisso de não usar técnicas vedadas pelas políticas de spam do Google, dever de avisar sobre qualquer ação manual e responsabilidade do fornecedor quando a causa for trabalho dele.
- Dados pessoais: se o fornecedor tiver acesso a formulários, CRM ou listas de clientes, em regra ele atua como operador, que trata dados em nome da empresa, e deve seguir as instruções dela, conforme os artigos 5º e 39 da LGPD. Se descumprir a lei ou essas instruções, responde solidariamente pelos danos e se equipara ao controlador (art. 42, § 1º, I).
- Saída: aviso prévio, entrega da lista de mudanças feitas, dos arquivos e dos acessos, e nenhuma conta retida pelo fornecedor.
O que exigir no relatório mensal?
| Indicador | Fonte | Por que importa |
|---|---|---|
| Cliques e impressões orgânicas, com o filtro de consultas sem a marca | Search Console | Mostra crescimento além de quem já conhece a empresa |
| CTR e posição média das páginas trabalhadas | Search Console | Mede o efeito de títulos e conteúdo |
| Páginas indexadas e motivos de exclusão | Search Console | Indica a saúde técnica do site |
| Status das Core Web Vitals por grupo de páginas | Search Console | Acompanha a experiência no celular e no computador |
| Sessões orgânicas, eventos principais (conversões) e receita | Google Analytics | Liga o trabalho ao resultado do negócio |
| Lista de mudanças, com data e endereço de cada página | Fornecedor | Permite relacionar causa e efeito |
| Próximos passos e riscos | Fornecedor | Mostra o plano e o que depende da empresa |
| Posição de uma lista fixa de termos | Ferramenta de terceiros | Acompanhamento secundário: é estimativa |
O filtro de consultas com e sem marca foi anunciado pelo Google em novembro de 2025 e não aparece para sites com poucas impressões. Confira a partir de que data ele tem dados na sua propriedade: a comparação com o mesmo período do ano anterior, que desconta a sazonalidade, só vale para períodos cobertos pelo filtro. A outra comparação é com a linha de base registrada antes do contrato. Como ler esses relatórios por conta própria está em ferramentas de SEO gratuitas.
Quanto tempo esperar pelos primeiros resultados?
O Google diz que algumas mudanças aparecem em horas e outras levam meses, e que uma auditoria séria traz estimativas realistas de melhoria e do trabalho envolvido. Um cronograma de marcos ajuda a cobrar sem ansiedade:
- Primeiros 30 dias: acessos organizados, linha de base registrada, diagnóstico com prioridades e as correções técnicas mais urgentes publicadas.
- Até 90 dias: efeito das correções técnicas na indexação e nas impressões; primeiras páginas otimizadas no ar.
- Seis meses: avaliação de cliques, eventos principais e receita orgânica contra a linha de base, com decisão de manter, ajustar ou trocar o fornecedor.
Para acompanhar o trabalho sem depender só do relatório do fornecedor, vale conhecer os erros técnicos mais comuns, reunidos no artigo sobre SEO técnico, e a ordem de prioridade de uma loja virtual, explicada em SEO para e-commerce.
Para avaliar propostas com mais segurança, o básico do trabalho está explicado em o que é SEO.
Fonte: Google Search Central — Você precisa de um especialista em SEO?
Perguntas frequentes
Uma agência pode garantir o primeiro lugar no Google?
Não. O Google afirma que ninguém pode garantir a classificação em primeiro lugar e recomenda desconfiar de quem promete posição, diz ter relacionamento privilegiado com o buscador ou oferece envio prioritário.
Devo dar acesso total ao Search Console para a agência?
Numa auditoria, o Google recomenda dar só acesso de leitura. Na execução, a agência entra como usuária, plena ou restrita, e a empresa continua proprietária verificada. No fim do contrato, remova os usuários e os tokens de verificação deixados no site.
Quem fica com os textos produzidos pela agência de SEO?
Depende do contrato. A Lei 9.610/1998 exige forma escrita para a cessão de direitos autorais e manda interpretar esses negócios de forma restritiva, por isso o contrato deve trazer cláusula expressa de cessão dos textos, imagens e relatórios à empresa.
O que um relatório de SEO deve mostrar?
Cliques e impressões orgânicas, de preferência sem as buscas pela marca, CTR e posição das páginas trabalhadas, páginas indexadas, Core Web Vitals, eventos principais (as antigas conversões) e receita orgânica, a lista de mudanças feitas com data e os próximos passos. Posição de termos é complemento, não prova.
Em quanto tempo uma consultoria de SEO mostra resultado?
O Google diz que algumas mudanças aparecem em horas e outras levam meses. Como recomendação do ConnectWeek, um cronograma razoável prevê correções técnicas no primeiro mês, efeitos em indexação e impressões em até 90 dias e avaliação de cliques e receita em seis meses.


