Hoje

ConnectWeek

Portal de NegóciosNotícias, guias, dados e ferramentas.


  • E-commerce · faturamentoR$ 235,5 bi▲ +15,3%Fonte: ABComm
  • E-commerce · pedidos438,9 mi▲ +5,8%Fonte: ABComm
  • E-commerce · ticket médioR$ 536,60▲ +8,98%Fonte: ABComm
  • E-commerce · compradores94,2 mi▲ +3,2%Fonte: ABComm
  • Selic · Copom 16/09/202613,75% a.a.4º corte seguidoFonte: Banco Central
  • Startups · fatia das fintechs nos aportes, 1º sem. 202667%62% em 2025Fonte: Sling Hub, via Valor Econômico
  • Empreendedores iniciais · IA como prioridade digital74%× 35% site próprio e e-commerceFonte: GEM 2024/2025, via Sebrae
  • Donos de negócio com 60 anos ou mais16,5%Fonte: PNAD (IBGE), via Sebrae
  • E-commerce · compras pelo celular55,5%× 44,5% desktopFonte: ABComm
  • E-commerce · projeção de faturamento para 2026acima de R$ 258 biFonte: ABComm

EventosArtigoDados com fonte declarada

Código de conduta de evento: para que serve, o que três códigos preveem e como receber denúncia

Em resumo

Código de conduta de evento é o documento que diz qual comportamento a organização não aceita, para quem a regra vale e a quem recorrer em caso de assédio. O ConnectWeek comparou os códigos de três eventos de tecnologia: The Developer's Conference, Agile Trends e PyCon US. Mostra o que os três têm em comum, o que aparece em só um ou dois deles e como a PyCon US recebe denúncias durante o evento.

Código de conduta de evento é o documento em que a organização declara que comportamento não aceita, a quem a regra se aplica, o que acontece com quem a descumpre e a quem a pessoa deve recorrer se for assediada. Nos três códigos lidos pelo ConnectWeek, ele vale para o público, para quem palestra e para quem expõe; cada um acrescenta outros grupos, como patrocinadores ou voluntários.

Em 13 de outubro de 2026, o ConnectWeek leu os códigos de conduta de três eventos de tecnologia: o do The Developer's Conference (TDC) e o do Agile Trends, brasileiros, e o da PyCon US, conferência sobre a linguagem de programação Python realizada pela Python Software Foundation. Leu também os dois procedimentos que a PyCon US publica para receber e tratar denúncias. Este texto mostra o que os três códigos têm em comum e o que aparece em só um ou dois deles. Ele não reproduz nenhum dos documentos nem serve de modelo de redação: cita poucas regras de cada um, como exemplo, e os links levam aos originais. Assédio e discriminação têm tratamento em lei, tema que este texto não aborda e que cabe a um advogado.

Para que serve um código de conduta de evento

Os três documentos dizem para que existem. O código do The Developer's Conference, evento de tecnologia organizado pela Globalcode, e o do Agile Trends, conferência voltada a profissionais que praticam métodos ágeis, declaram o objetivo de proteger o público de danos morais. O código da PyCon US, escrito em inglês, diz querer que todas as pessoas presentes tenham uma boa experiência e declara que existe para deixar claro o que se espera de cada uma.

Um código de conduta também avisa, antes do evento, que medidas a organização declara que pode tomar. Os três preveem a retirada da pessoa sem reembolso. Com a regra publicada, quem compra o ingresso, monta um estande ou sobe ao palco conhece essas medidas de antemão.

Nenhum dos textos cita lei que obrigue um evento a ter código de conduta. Todos vêm de eventos de tecnologia. Na avaliação do ConnectWeek, a prática serve a outros eventos de negócios. As regras-padrão de hackathon da Major League Hacking, liga de hackathons estudantis, têm como primeiro item a concordância dos participantes com o código de conduta da liga; o resumo dessas regras está em Hackathon: como funciona, como montar o time e o que os jurados avaliam.

O que os três códigos têm em comum

Lidos lado a lado, o código do TDC, o código do Agile Trends e o da PyCon US coincidem em três pontos.

A regra vale além da plateia. Os três incluem quem palestra e quem expõe. Os dois códigos brasileiros citam também patrocinadores, fornecedores e parceiros. O da PyCon US lista a equipe, os organizadores e os voluntários.

O que acontece com quem descumpre. Nos três, quem recebe o pedido para parar deve parar na hora. Os três deixam a escolha da medida com a organização e citam o aviso à pessoa e a retirada do evento sem reembolso. Os códigos do TDC e do Agile Trends preveem ainda a proibição de participar de eventos futuros da mesma organização, e o da PyCon US fala em expulsão da comunidade e dos eventos dela.

A relação de condutas. Cada código relaciona os comportamentos que não aceita. Dois exemplos constam dos três: a intimidação deliberada e a interrupção de palestras, que os dois códigos brasileiros qualificam de reiterada e o da PyCon US, de continuada. As relações completas estão nos originais.

O que aparece em só um ou dois dos códigos

A diferença mais prática está no canal de denúncia. A página do código do TDC informa que existe um comitê de ética e conduta para avaliar as violações durante o evento, lista os nove integrantes pelo nome e dá um endereço de e-mail para contato com o comitê. O código da PyCon US dá um e-mail de denúncia, diz quais são as três pessoas que o acompanham e traz o contato individual de cada uma, para o caso de conflito de interesse.

O código do Agile Trends pede que a pessoa aja para interromper a situação ou procure a organização e quem a representa no evento. O texto do código não indica nome, e-mail nem telefone para receber o relato.

Só os dois códigos brasileiros têm regra própria para expositores, patrocinadores, fornecedores e parceiros: eles não podem usar imagens, atividades ou materiais de conteúdo sexual ou discriminatório. No código da PyCon US, a regra sobre linguagem e imagem de teor sexual vale para qualquer espaço da conferência.

Só o código da PyCon US proíbe armas no evento. Ele é também o único dos três que relaciona os espaços em que vale, entre eles os corredores e elevadores que ligam as salas e os comentários feitos na hashtag oficial do evento.

Na avaliação do ConnectWeek, são o nome e o contato de quem recebe o relato que tornam o código aplicável durante o evento: a pessoa assediada precisa saber quem procurar.

Como receber uma denúncia durante o evento

Os textos dos três códigos dizem pouco sobre o que a equipe faz depois de ouvir o relato. A PyCon US publica isso à parte, em inglês, em dois procedimentos no site de políticas da Python Software Foundation: o procedimento para relatar incidentes e o procedimento de resposta. O código do Agile Trends informa que deriva, por adaptações sucessivas, do código dela. O ConnectWeek não reproduz os dois procedimentos. Três assuntos deles servem a quem organiza um evento menor.

Prazos de resposta. Pelo procedimento de resposta, quem relata deve receber por e-mail, em até 24 horas, a confirmação de que o relato chegou. Em até uma semana, a equipe volta a escrever, e esse retorno pode dizer se o caso foi considerado violação do código e que medida foi tomada. Se a análise passar de uma semana, a equipe manda um aviso de andamento.

Sigilo e conflito de interesse. Os relatos são tratados como confidenciais. A equipe não deve dizer à pessoa denunciada quem relatou e anonimiza os detalhes o quanto puder. O procedimento para relatar incidentes avisa que, num episódio entre duas pessoas, a denunciada pode deduzir quem relatou, e pede que o receio de retaliação seja escrito no relato. O integrante da equipe que tem conflito de interesse com um dos envolvidos se afasta da discussão e da decisão, sem precisar explicar o motivo.

Emergência e preparo da equipe. O procedimento para relatar incidentes abre com o caso de perigo físico: a prioridade é conseguir ajuda, por um telefone de atendimento a crises, pelo número não emergencial ou pela polícia. Mais adiante, o texto declara que a PyCon US não está equipada para lidar com emergências. Antes de cada conferência presencial de grande porte, a equipe faz uma reunião obrigatória em que o procedimento é apresentado. Depois do evento, quem atendeu os relatos se reúne com os responsáveis para repassar os incidentes.

Os dois documentos trazem ainda os dados que o relato deve conter, os critérios de avaliação e exemplos de medidas. Esse conteúdo está nos originais.

Na avaliação do ConnectWeek, um evento pequeno aproveita esse desenho com quatro providências: escolher duas ou três pessoas para receber relatos e escrever o nome delas no código; criar um contato que funcione durante o evento e divulgá-lo no crachá e na abertura; identificar a equipe de forma visível; e anotar cada relato, com a hora e a medida tomada.

Os dois códigos brasileiros fazem referência às medidas legais cabíveis, sem detalhar. O da PyCon US diz que a equipe ajuda a pessoa a contatar a segurança do local ou a polícia. O que fazer diante de indício de crime é orientação de advogado.

Dá para adaptar um código pronto?

Os três códigos declaram, no próprio texto, a mesma licença, a Atribuição-CompartilhaIgual 3.0 da Creative Commons, e indicam de onde vieram. Licença Creative Commons é um tipo de licença padronizada em que o autor declara em que condições a obra pode ser copiada e adaptada (a explicação é do ConnectWeek). O código do TDC informa que foi adaptado dos códigos usados pela Wildtech. O código do Agile Trends, publicado em 16 de janeiro de 2014, informa que veio do código da Python Brasil 9, adaptado por sua vez dos textos da Plone Foundation e da PyCon US. O código da PyCon US informa que partiu de um exemplo de política publicado na wiki Geek Feminism, criado pela Ada Initiative e por voluntários, e relaciona outros seis códigos de que aproveitou trechos.

Pelo resumo que a Creative Commons publica, essa licença permite copiar e adaptar o material, inclusive para fim comercial, desde que se dê o crédito, se inclua o link da licença e se indique se houve mudança. Ela exige também que a versão adaptada seja distribuída sob a mesma licença. Os três códigos lidos trazem, no fim, a linha que diz de onde vieram. A página da Creative Commons avisa que a versão 3.0 é antiga.

Existe também um código de uma página publicado como modelo: o Conference Code of Conduct, com versão em português. Ele declara a licença Atribuição 3.0, que pede o crédito e não traz a exigência de manter a mesma licença. O ConnectWeek não percorre aqui o conteúdo dele.

Adaptar não dispensa preencher o que só a sua organização sabe: quem recebe o relato, por qual canal e que medidas o evento se dispõe a tomar.

Onde publicar o código e a quem avisar

O TDC põe o link do código no menu do site, no bloco "Comunidade", e no rodapé da página consultada. O código da PyCon US declara que equipe, participantes, palestrantes, expositores, organizadores e voluntários são obrigados a segui-lo, o que supõe que eles o tenham visto antes. É no site do evento que entram também os dados lidos pelo Google para exibir data e local na busca, como mostra o texto sobre dados estruturados de evento e post no Perfil da Empresa.

Na avaliação do ConnectWeek, o código funciona melhor quando aparece em três momentos. No formulário de inscrição, com uma caixa de concordância. No contrato ou no manual de patrocinadores e expositores, porque os dois códigos brasileiros trazem regra própria para eles e o da PyCon US inclui os expositores. E na abertura do evento, com o canal de denúncia dito em voz alta. Quem organiza a chamada de palestrantes pode pedir a concordância no próprio formulário de proposta.

O código de conduta convive com outras providências de quem recebe público. O texto sobre acessibilidade em evento presencial trata do que prever para pessoas com deficiência. Para quem vai ao evento como expositor, e passa a estar sujeito a essas regras, o guia sobre como transformar uma feira de negócios em reuniões e propostas cobre a preparação comercial.

Fonte: The Developer's Conference (Globalcode)

Perguntas frequentes

Meu evento é obrigado a ter código de conduta?

Os três códigos lidos pelo ConnectWeek, os do The Developer's Conference, do Agile Trends e da PyCon US, não citam lei que obrigue o evento a ter esse documento. Eles registram uma prática: dizer antes o que a organização não aceita e que medidas declara que pode tomar diante de um caso. Saber se alguma norma se aplica ao seu evento é pergunta para advogado.

O que os três códigos de conduta comparados têm em comum?

Três pontos. A regra alcança quem palestra e quem expõe, além da plateia. Quem recebe um pedido para parar deve parar na hora, e a organização pode ir do aviso à retirada do evento sem reembolso. E cada texto relaciona os comportamentos que não aceita, entre eles a intimidação deliberada. Na avaliação do ConnectWeek, o que torna o código aplicável é o nome e o contato de quem recebe o relato, que um dos três não traz.

O código de conduta vale para patrocinadores e expositores?

Nos três documentos lidos, vale para expositores. Os códigos do The Developer's Conference e do Agile Trends têm regra própria para expositores, patrocinadores, fornecedores e parceiros, que não podem usar imagens, atividades ou materiais de conteúdo sexual ou discriminatório. O da PyCon US põe os expositores entre as pessoas obrigadas a seguir o código. Na avaliação do ConnectWeek, convém anexar o texto ao contrato ou ao manual do expositor.

Posso copiar o código de conduta de outro evento?

Os três códigos lidos declaram, no próprio texto, a licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 3.0. Pelo resumo publicado pela Creative Commons, ela permite copiar e adaptar com crédito à origem, link da licença e indicação de que houve mudança, e pede a mesma licença no texto adaptado. Confira a licença do texto que escolher e preencha o que é só seu: quem recebe o relato e por qual canal.

Em quanto tempo a organização deve responder a quem fez uma denúncia?

Os códigos do The Developer's Conference e do Agile Trends não fixam prazo. A referência lida pelo ConnectWeek é o procedimento publicado da PyCon US, conferência sobre a linguagem Python: confirmação do recebimento por e-mail em até 24 horas e retorno a quem relatou em até uma semana, com aviso de andamento se a análise demorar mais. Na avaliação do ConnectWeek, um evento pequeno pode adotar prazos próprios e escrevê-los no código.

Continue lendo

Leia também

Ver tudo: Leia também

EventosArtigo··9 min

Como propor uma palestra a um evento: onde achar a chamada e como escrever o resumo

Propor uma palestra a um evento começa por achar a chamada de palestrantes, o período em que os organizadores do evento recebem propostas. O ConnectWeek leu o manual do Sessionize, plataforma que recebe as propostas, e as chamadas de dois eventos brasileiros, o Agile Trends e o The Developer's Conference. O texto mostra onde a chamada é divulgada, o que ler nela e como escrever o título e o resumo da palestra.

Por Redação ConnectWeekFonte: Sessionize

EventosArtigo··9 min

Acessibilidade em evento presencial: o que prever antes, durante e depois

Acessibilidade em evento presencial começa no formulário de inscrição e na escolha do local. O ConnectWeek leu o manual do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, um checklist da Escola Nacional de Administração Pública, a Lei Brasileira de Inclusão e o Decreto nº 5.296, de 2004. O texto mostra o que perguntar na inscrição, o que olhar no local e o que contratar para Libras, legenda e audiodescrição.

Por Redação ConnectWeekFonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

EventosArtigo··11 min

Como fazer um evento aparecer no Google: dados estruturados e post no Perfil da Empresa

Para um evento aparecer com data e local na busca do Google, há três caminhos: anunciar por um site de ingressos já integrado ao buscador, usar uma extensão do site ou uma ferramenta do Google, ou incluir na página do evento os dados estruturados, um trecho de código com nome, data e endereço. O ConnectWeek leu a documentação do Google e mostra quais eventos se qualificam, o que é obrigatório e como escrever a data.

Por Redação ConnectWeekFonte: Central da Pesquisa Google

EventosArtigo··8 min

Chamada de palestrantes: quando abrir, o que perguntar no formulário e como avaliar as propostas

Chamada de palestrantes é o período em que um evento recebe propostas de palestra por formulário e escolhe o que entra na programação. Este texto é para quem organiza: com que antecedência abrir, que perguntas pôr no formulário, como avaliar sem ver o nome de quem propõe e como avisar aceitos e recusados. As referências são páginas de ajuda do Sessionize e do pretalx, ferramentas para receber e avaliar propostas.

Por Redação ConnectWeekFonte: Sessionize

EventosArtigo··12 min

Evento próprio: como criar a página, abrir as inscrições e fazer o check-in no dia

Quem organiza um workshop, um encontro de clientes ou um lançamento precisa de uma página do evento, de um jeito de receber inscrições ou vender ingressos e de um controle de entrada no dia. Este texto mostra como a Sympla e a Eventbrite fazem as três tarefas, do cadastro ao check-in, com base nas páginas de ajuda das duas plataformas lidas em 13 de outubro de 2026.

Por Redação ConnectWeekFonte: Sympla

EventosArtigo··10 min

Webinar para clientes: o que o Google Meet e o YouTube permitem em cada formato

Webinar é uma aula ou apresentação ao vivo pela internet para clientes e parceiros. Quem usa as ferramentas do Google pode fazê-lo em uma reunião do Google Meet, em uma transmissão feita a partir do Meet (interna ou enviada ao YouTube) ou em uma transmissão criada no próprio YouTube. Este texto compara quem pode assistir, quantas pessoas cabem e o que fica gravado em cada formato, segundo a ajuda do Google.

Por Redação ConnectWeekFonte: Google