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Artigos religiosos para revenda: o comércio de Aparecida, a feira ExpoCatólica e o que se sabe sobre Potim
Em resumo
O Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, recebeu 10,5 milhões de visitantes em 2025. O ConnectWeek mostra ao lojista que revende artigos religiosos o que as fontes oficiais informam sobre a feira livre e o centro de compras da cidade, em que meses o movimento se concentra, onde fornecedores e lojas se encontram e o pouco que há de documentado sobre a produção de imagens em Potim.
O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, no Vale do Paraíba paulista, recebeu 10.486.118 visitantes em 2025, segundo o balanço do próprio Santuário. Na cidade funciona um comércio voltado a esses visitantes: uma feira livre com mais de duas mil barracas, segundo a prefeitura, e um centro de compras com mais de 330 lojas, segundo a página do Santuário. Artigos religiosos são imagens de santos, terços, velas, medalhas, livros e lembranças ligadas à fé católica. O lojista que revende esses produtos encontra fornecedores reunidos em outro lugar: a ExpoCatólica, feira realizada na cidade de São Paulo, que em 2026 teve os dois primeiros dias de programação voltados a lojistas e profissionais do setor, entre outros públicos, segundo a página do evento. Sobre Potim, a cidade vizinha de Aparecida, há pouco documentado: a justificativa de um requerimento apresentado na Assembleia Legislativa em 2014 cita a produção de imagens em gesso e de velas. O ConnectWeek leu as páginas da prefeitura, do Santuário, da feira e do governo do Estado em 12 de outubro de 2026.
Dez milhões de visitantes em 2025, um terço deles no último trimestre
O número de visitantes é o dado deste mercado que tem contagem publicada: o Santuário conta e divulga. O balanço de 2025 registra 10.486.118 pessoas entre janeiro e dezembro, 15% a mais que as 9.057.885 de 2024.
O mesmo balanço mostra como a visitação se distribui no ano. O segundo semestre concentrou 60% do público, e o último trimestre, mais de 3,5 milhões de pessoas, ou 33% do total. O Santuário afirma que a concentração no segundo semestre reflete a média histórica. O dia mais movimentado de 2025 foi 12 de outubro, Dia da Padroeira, com 152 mil pessoas.
Houve mudança na forma de chegar. Carros de até cinco lugares foram 90% dos veículos que estacionaram no pátio do Santuário em 2025, e ônibus e vans, 4%. Na comparação com 2019, o volume de carros de passeio cresceu 17% e o de ônibus de turismo caiu 22%. O balanço do Santuário descreve essa peregrinação como predominantemente familiar.
Para quem vende artigos religiosos longe de Aparecida, esses números ajudam a planejar o estoque. Na avaliação do ConnectWeek, o calendário da devoção vale mais que a data do varejo comum: a procura por lembranças e imagens acompanha a romaria, que se concentra no segundo semestre. O artigo Calendário comercial do varejo de outubro de 2026 a março de 2027 traz as demais datas do período.
A feira livre da Avenida Monumental: mais de duas mil barracas
A Prefeitura de Aparecida apresenta a feira livre como o atrativo de quem chega à cidade para o turismo de compras. Ela ocupa a Avenida Monumental Papa João Paulo II e tem, segundo a página, mais de duas mil barracas, nas quais os visitantes compram lembranças. A página não informa de que ano é a contagem.
A feira não abre todos os dias. A página da Secretaria de Indústria e Comércio do município publica a escala: sábados, domingos e feriados, das 7h às 17h, na Avenida Monumental. Nos mesmos dias e horários há uma feira de artesanato na Praça Doutor Benedito Meirelles, a Praça São Benedito. Durante a semana, a cidade só tem feiras de hortifrúti. A mesma página reúne os avisos da prefeitura sobre funcionamento em períodos especiais, que alteram a escala e devem ser conferidos antes da viagem.
As duas páginas falam de venda ao visitante. Nenhuma menciona venda no atacado, preço para lojista ou cadastro de comerciantes aberto à consulta. O lojista que vai à feira para conhecer produtos e fornecedores precisa perguntar, barraca por barraca, se o comerciante fabrica o que vende e se atende revendedor.
O Centro de Apoio ao Romeiro: mais de 330 lojas e uma lista para consultar
Romeiro é o peregrino que viaja a um santuário. O Centro de Apoio ao Romeiro é o complexo de serviços e de comércio do Santuário Nacional, apresentado no site do Santuário como estrutura para acolher quem o visita. A página do centro informa mais de 330 lojas, praça de alimentação, farmácia, aquário e parques de diversões, e publica uma lista de lojas com o ramo e o número do ponto de cada uma. A prefeitura o descreve, em sua página de pontos turísticos, como um complexo comercial com serviços de acolhimento ao visitante.
Diferentemente da feira livre, o centro tem uma relação de lojas que pode ser consultada antes da viagem. Ela serve para identificar as lojas pelo ramo e anotar o contato. Também aqui a página trata de varejo, e a venda para revendedor depende de cada loja.
Onde fornecedores e lojistas se encontram: a ExpoCatólica, em São Paulo
O canal de compra para lojas descrito em fonte aberta fica na capital. A ExpoCatólica apresenta-se como feira internacional de produtos e serviços para a Igreja e lista entre os públicos que atende livrarias, lojas, distribuidores, paróquias e comunidades. Para esse público, o site promete reunir fornecedores e lançamentos do mercado católico e resolver as compras do ano em quatro dias.
A edição de 2025 ocorreu de 3 a 6 de julho no centro de eventos Pró Magno, na zona norte de São Paulo, de acordo com a Agência SP, a agência de notícias do governo paulista. A de 2026 foi de 23 a 26 de julho, no mesmo lugar, segundo a página do evento. A mesma página informa como a programação se dividiu: os dias 23 e 24 foram voltados a lojistas, profissionais da área, membros do clero, religiosos e leigos que atuam nas pastorais, e os dias 25 e 26, a leigos e famílias. A credencial valia para os quatro dias.
A página Nossa história registra que a primeira edição foi em setembro de 2003. Ela traz duas entradas com o rótulo 2025: a 18ª edição, com mais de 60 mil visitantes, e a 19ª, com 260 expositores e quase 70 mil visitantes. A página não esclarece a que ano corresponde cada uma.
A feira mistura dois públicos. Além dos compradores de lojas, recebe fiéis e famílias, com palestras, shows e cinema. O lojista que vai para negociar deve procurar no site a relação de expositores e marcar conversa com antecedência, como descreve o guia Feira de negócios: como transformar três dias de evento em reuniões e propostas de venda. Em 12 de outubro de 2026, as inscrições da edição de 2026 apareciam como encerradas na página do evento, e o site não mostrava a data da edição seguinte. O credenciamento é feito pelo próprio site.
Potim: o que existe em fonte pública sobre a cidade vizinha
Potim fica a 2 quilômetros do centro de Aparecida, do outro lado do rio Paraíba do Sul, segundo a página de história da Prefeitura de Potim. As fontes públicas que o ConnectWeek abriu não informam o tamanho da produção de artigos religiosos na cidade.
O que elas dizem é o seguinte:
- A página Artesanato, da prefeitura, afirma que Potim é considerada "Terra do Artesanato" desde 2008, mas descreve só o artesanato em taboa, uma planta aquática, que segundo o texto rende peças de decoração e dá renda a mais de 20 famílias. A página indica a Casa do Artesão de Potim como ponto de venda e não cita imagens nem artigos religiosos.
- Um requerimento de congratulações apresentado na Assembleia Legislativa em 2014, pelo aniversário do município, diz na justificativa que o artesanato de Potim inclui imagens em gesso, peças de vidro, velas e círios pascais. Círio pascal é a vela grande acesa na celebração da Páscoa. O documento é uma homenagem assinada por um deputado, não traz número de fábricas e tem mais de dez anos.
- As duas páginas da prefeitura que o ConnectWeek abriu, a de história e a de artesanato, não trazem lista de fabricantes, roteiro de compras nem dado de produção do setor.
Com isso, a produção de imagens em Potim tem, neste artigo, só uma menção antiga e genérica em documento legislativo. O ConnectWeek não localizou título dado por lei, e nenhuma das páginas abertas informa se há fábricas, quantas são ou como compram os lojistas. Quem quer comprar de fabricante de Potim precisa localizar as empresas diretamente e confirmar com cada uma as condições de venda.
No mapa do SP Produz, o registro com sede em Aparecida é de região turística
O programa estadual SP Produz, que reconhece cadeias produtivas locais, tem um registro com sede em Aparecida. Em 12 de outubro de 2026, o mapa publicado no site do programa trazia a Região Turística do Vale da Fé, no grau de cadeia em desenvolvimento, o segundo dos quatro níveis do Decreto nº 68.648, de 25 de junho de 2024, com Potim, Guaratinguetá, Cachoeira Paulista e outros municípios como cidades vinculadas. O registro leva o turismo no nome e está classificado no setor "Outros". Entre os 188 registros do mapa não havia cadeia de artigos religiosos, de imagens ou de velas. O artigo SP Produz: como o Estado reconhece uma cadeia produtiva local explica o que cada grau significa. O tipo de reconhecimento dos outros polos paulistas está no guia Polos produtivos de São Paulo: o que cada cidade fabrica e por onde o lojista começa a procurar fornecedor.
Outra fonte estadual dá a dimensão do movimento no fim do ano. A Agência SP informou em 1º de setembro de 2026 que eram esperados cerca de 10 milhões de pessoas em Aparecida, Guaratinguetá e Cachoeira Paulista entre 2 de setembro e 29 de novembro, período da operação de reforço do policiamento da Polícia Militar. O número é uma expectativa e soma fiéis, moradores e visitantes das três cidades.
Fabricante ou revendedor: a primeira coisa a saber de quem vende a imagem
As páginas da prefeitura, do Santuário e da feira não informam pedido mínimo, preço de atacado nem prazo de entrega, e cada fornecedor define os seus. Na avaliação do ConnectWeek, a primeira informação a pedir ao comerciante da feira livre, à loja do centro de apoio ou ao expositor da ExpoCatólica é se ele fabrica a peça ou a revende e, nesse caso, quem a fabrica. Para o anúncio, a loja precisa saber de que material é a imagem e qual é a altura de cada modelo.
Peça frágil pede caixa e proteção adequadas, e vale combinar com o fornecedor como a mercadoria é embalada para o transporte. O artigo Embalagem para e-commerce: como escolher e quanto ela pesa no frete trata do assunto. Como um terço dos visitantes de 2025 chegou ao Santuário no último trimestre, segundo o balanço, pergunte também se os modelos têm reposição o ano todo ou se a produção se concentra antes de outubro.
Fonte: Santuário Nacional de Aparecida, balanço de visitantes de 2025
Perguntas frequentes
Quantas pessoas visitam o Santuário Nacional de Aparecida por ano?
O Santuário Nacional registrou 10.486.118 visitantes em 2025, 15% a mais que os 9.057.885 de 2024. O segundo semestre concentrou 60% do público, e o último trimestre, 33%, com mais de 3,5 milhões de pessoas.
Quando funciona a feira livre de Aparecida?
A Prefeitura de Aparecida informa que a feira livre da Avenida Monumental Papa João Paulo II funciona aos sábados, domingos e feriados, das 7h às 17h. A página de turismo do município fala em mais de duas mil barracas, sem dizer de que ano é a contagem.
Dá para comprar artigos religiosos no atacado em Aparecida?
As páginas da prefeitura e do Santuário Nacional descrevem a feira livre e o Centro de Apoio ao Romeiro como comércio para o visitante e não mencionam venda no atacado nem preço para lojista. A venda para revendedor depende de cada comerciante, e o lojista precisa perguntar se ele fabrica o que vende e se atende lojas.
O que é a ExpoCatólica?
É uma feira de produtos e serviços para a Igreja Católica realizada em São Paulo. O site da feira lista livrarias, lojas, distribuidores, paróquias e comunidades entre os públicos atendidos. A edição de 2026 ocorreu de 23 a 26 de julho no centro de eventos Pró Magno, e os dois primeiros dias tiveram programação voltada a lojistas e profissionais do setor, entre outros públicos, segundo a página do evento.
Potim tem fábricas de artigos religiosos?
As fontes que o ConnectWeek abriu não informam se há fábricas nem quantas. A página de artesanato da Prefeitura de Potim descreve só o artesanato em taboa. A justificativa de um requerimento apresentado na Assembleia Legislativa em 2014 diz que o município produz artesanato como imagens em gesso, velas e círios pascais, sem número de fábricas. O ConnectWeek não localizou lista oficial de fabricantes.
O Estado de São Paulo reconhece um polo de artigos religiosos?
Em 12 de outubro de 2026, o mapa do programa estadual SP Produz não tinha cadeia produtiva de artigos religiosos. O registro com sede em Aparecida é a Região Turística do Vale da Fé, no grau de cadeia em desenvolvimento, com Potim entre as cidades vinculadas.