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Edital do SENAI e da Finep para tecnologia em micro, pequenas e médias indústrias fecha 1ª janela em 16/10
Em resumo
A primeira janela de inscrição da chamada Smart Factory, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), fecha em 16 de outubro de 2026, às 18h. O edital tem R$ 47,5 milhões em recursos não reembolsáveis para desenvolver tecnologias da indústria 4.0 e testá-las em micro, pequenas e médias indústrias.
Empresas que fornecem tecnologia para a indústria têm até sexta-feira, 16 de outubro de 2026, às 18h, para inscrever projetos na primeira janela da chamada Smart Factory com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do governo federal. A chamada é do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e foi aberta em 30 de setembro, segundo a Agência de Notícias da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Finep entra com até R$ 47,53 milhões em recursos não reembolsáveis. O dinheiro sai do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Não é empréstimo, mas o regulamento exige devolução, corrigida pela taxa Selic, se o projeto não cumprir a finalidade ou o número de testes previsto.
O objetivo é desenvolver tecnologias da indústria 4.0 e testá-las nas linhas de produção de micro, pequenas e médias indústrias. É a 11ª chamada do Smart Factory, que faz parte do programa federal Brasil Mais Produtivo. Segundo a agência da CNI, a novidade desta edição é a divisão dos projetos em três tipos: software, hardware e soluções que integram os dois.
Quatro janelas, se houver dinheiro
A página da chamada na Plataforma Inovação para a Indústria traz o cronograma. Na primeira janela, as propostas são recebidas de 30 de setembro a 16 de outubro, às 18h. Quem tiver documento pendente pode acertar até 27 de outubro, e o resultado sai em 30 de outubro.
O regulamento prevê mais três janelas: até 20 de novembro de 2026, até 22 de janeiro de 2027 e até 26 de fevereiro de 2027. Cada uma só abre se sobrar recurso depois do resultado da anterior. O texto também diz que o cronograma pode mudar.
Quem participa e quanto cada projeto recebe
A proposta é apresentada por uma aliança. Nela entram uma empresa fornecedora de tecnologia, chamada de empresa parceira, um Instituto SENAI de Inovação ou de Tecnologia, que coordena o projeto, e as indústrias que testam a solução, chamadas de validadoras. A empresa parceira pode ser de qualquer porte, e startups de base tecnológica com CNPJ de até 10 anos também podem participar. As validadoras têm de ser micro, pequenas ou médias empresas com atividade industrial. Soluções de hardware ou integradas precisam ser testadas em pelo menos 8 delas; soluções de software, em pelo menos 12.
Cada projeto pode custar até R$ 800 mil, e a chamada paga até 70% desse valor. A empresa parceira cobre no mínimo 30%. Se ela for micro, pequena ou média, ao menos 10% do total tem de ser em dinheiro, e o restante, até 20% do total, pode ser contrapartida econômica. Pelo regulamento da categoria, contrapartida econômica são recursos da própria empresa parceira que entram no projeto sem passar pela conta do instituto, como as horas técnicas da equipe. Se for grande, os 30% são todos em dinheiro. O regulamento diz que não há repasse de recursos às empresas parceiras nem às validadoras: o dinheiro é aplicado pelo Instituto SENAI coordenador.
A solução precisa estar em estágio avançado. O regulamento exige nível de maturidade tecnológica, a escala conhecida pela sigla TRL, entre 6 e 9 no início do projeto. O ConnectWeek explica o que significa cada nível da escala TRL. Os projetos de hardware ou integrados duram até 18 meses, e os de software, até 15 meses. A prorrogação, de até 3 meses, exige ao menos 60% de execução comprovada e pedido feito 90 dias antes do fim do prazo de execução.
A meta do Smart Factory, segundo a agência da CNI, é desenvolver 360 novos fornecedores de tecnologia e chegar a 8.400 indústrias até o fim de 2027. Na data do anúncio, eram 279 projetos, mais de 80 deles concluídos. Para startups que também querem vender a grandes empresas, o ConnectWeek tem um texto sobre inovação aberta e o ranking 100 Open Startups.
Fonte: Agência de Notícias da Indústria, notícia de 30 de setembro de 2026
Perguntas frequentes
Quem pode inscrever projeto na chamada Smart Factory com a Finep?
Uma aliança com três partes obrigatórias. A primeira é uma empresa fornecedora de tecnologia para a indústria 4.0, de qualquer porte, com atividade econômica prevista na lista da Plataforma Inovação para a Indústria ou contribuinte do SENAI; uma startup de base tecnológica aberta há no máximo 10 anos também pode ocupar esse lugar. A segunda é um Instituto SENAI de Inovação ou de Tecnologia, que coordena o projeto. A terceira são as micro, pequenas e médias indústrias que testam a solução na linha de produção. Universidades e outras instituições podem entrar como partes opcionais.
Até quando vão as inscrições?
A primeira janela vai de 30 de setembro a 16 de outubro de 2026, às 18h (horário de Brasília), com resultado previsto para 30 de outubro. O regulamento prevê mais três janelas, a última até 26 de fevereiro de 2027. Cada uma só abre se sobrar dinheiro depois do resultado da anterior.
Quanto cada projeto pode receber?
O valor total do projeto pode chegar a R$ 800 mil, e a chamada financia até 70% dele. A empresa parceira entra com pelo menos 30%. Para micro, pequena ou média empresa, ao menos 10% do total tem de ser em dinheiro; para grande empresa, os 30% são todos em dinheiro.
O dinheiro vai para a empresa?
Não. Segundo o regulamento, não há repasse para as empresas parceiras nem para as indústrias que testam a solução. O recurso é aplicado pelo Instituto SENAI que coordena o projeto, e a contrapartida em dinheiro da empresa parceira também é depositada na conta do instituto.
Que tipo de tecnologia a chamada aceita?
Soluções da indústria 4.0, como inteligência artificial, internet das coisas, robótica, sensores, big data e computação em nuvem. O projeto tem de começar em nível de maturidade tecnológica (TRL) de 6 a 9, ou seja, com a solução já demonstrada em ambiente relevante ou operacional.


