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StartupsNotíciaDados com fonte declarada

Fintech Barte encabeça as 20 startups brasileiras do LinkedIn Top Startups 2026; 15 têm sede em São Paulo

Em resumo

O LinkedIn divulgou em 14 de outubro de 2026 a lista das 20 startups brasileiras que mais cresceram em número de funcionários e em interesse de profissionais na rede social. A fintech de pagamentos Barte ficou em primeiro lugar. Quinze das 20 têm sede na cidade de São Paulo, e várias usam inteligência artificial no produto.

O LinkedIn publicou em 14 de outubro de 2026 a edição brasileira do LinkedIn Top Startups, lista das 20 empresas jovens que mais cresceram em número de funcionários e em interesse de profissionais dentro da rede social. A lista no LinkedIn Notícias, editada em 16 de outubro, tem a fintech paulistana Barte em primeiro lugar. Segundo a própria empresa, citada pelo LinkedIn, a receita da Barte passou de R$ 250 milhões em 2025. Ela junta pagamentos, credenciamento de cartões e serviços bancários para empresas numa só plataforma.

Depois da Barte vêm a TribeMD, que oferece cursos e conteúdo científico a médicos da América Latina e um software de gestão de consultórios; a Boca Rosa Company, empresa que controla os negócios da influenciadora Bianca Andrade; a Ollie, marca de beleza vegana que nasceu na internet; e a Dharma AI, laboratório do Rio de Janeiro que treina modelos de linguagem especializados e vende produtos para leitura de documentos e manutenção industrial.

Inteligência artificial em boa parte da lista

O próprio LinkedIn destaca o peso da inteligência artificial na edição. Além da Dharma AI, a Hablla (6º lugar) reúne WhatsApp, outros canais de mensagem e agentes de IA para marketing, vendas e atendimento. A Enter (7º) usa agentes de IA para cuidar de processos cíveis e trabalhistas de grandes empresas e, em 2026, virou unicórnio (startup avaliada em US$ 1 bilhão ou mais): vale US$ 1,2 bilhão depois de captar mais de US$ 100 milhões. A Telepatia IA (13º), fundada em 2025, faz um assistente que escuta a consulta médica e redige o prontuário; a Andreessen Horowitz comandou o aporte de US$ 33 milhões que a startup recebeu em 2026. A Tako (15º) usa agentes de IA na folha de pagamento, e a Triggo.AI (20º) automatiza processos de grandes companhias, como análise de crédito.

Para o comércio, chama a atenção a Pagaleve (11º), que permite parcelar compras no Pix em mais de 10 mil lojas; em 2025 ela captou R$ 160 milhões numa rodada que levou sua avaliação para perto de R$ 1 bilhão. A Kob Tech (9º), parceira da Visa, oferece às empresas um meio de pagamento digital no lugar do boleto, com crédito pré-aprovado para o comprador. A Media Hero (12º) mede o retorno de cada investimento em marketing, da TV ao TikTok. O que torna uma startup um unicórnio, e quais brasileiras já chegaram lá, está no artigo sobre startups unicórnio. Cinco dias depois da lista, em 19 de outubro, um relatório da Crunchbase mostrou o México à frente do Brasil em investimento em startups de janeiro a setembro.

São Paulo concentra 15 das 20

Quinze empresas da lista têm sede na cidade de São Paulo. O Rio de Janeiro tem três (Dharma AI, a reflorestadora re.green e a rede de academias The Simple Gym), Curitiba tem a operadora de telefonia móvel para empresas Salvy, e Belo Horizonte tem a Tarken, que oferece tecnologia de crédito a empresas do agronegócio. O LinkedIn publicou também listas separadas de São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte. Completam a lista nacional a Cyber Horizon Group (8º), de cibersegurança, a Stay (18º), de previdência privada para empresas, e a NG.Cash (19º), conta digital para a Geração Z.

Os critérios do LinkedIn

A classificação usa só dados do LinkedIn, colhidos de julho de 2025 a junho de 2026, e soma quatro medidas: aumento de pelo menos 5% no número de funcionários, interesse de quem não trabalha na startup pela página e pelos perfis da equipe, procura pelas vagas e a fatia da equipe contratada de empresas da lista global LinkedIn Top Companies. Só entram empresas privadas e independentes, com sede no Brasil, 30 funcionários ou mais e até cinco anos de fundação. Startups que demitiram 10% ou mais da equipe desde julho de 2025 ficam de fora. O número de funcionários de cada empresa vai de 35 a 265 e, na maior parte dos casos, foi informado pela própria startup.

Fonte: LinkedIn Notícias: LinkedIn Top Startups de 2026 no Brasil (14/10/2026)

Perguntas frequentes

Quais startups estão no topo do LinkedIn Top Startups 2026 no Brasil?

Pela ordem, as cinco primeiras são a Barte (pagamentos para empresas), a TribeMD (educação e software para médicos), a Boca Rosa Company (holding da empresária Bianca Andrade, dona da marca de maquiagem Boca Rosa), a Ollie (marca de beleza vegana que nasceu na internet) e a Dharma AI (laboratório de inteligência artificial do Rio de Janeiro).

Como o LinkedIn escolhe as startups da lista?

O LinkedIn usa só dados da própria rede, no período de julho de 2025 até junho de 2026. Mede quatro coisas: alta de pelo menos 5% no número de funcionários, interesse de quem não trabalha na empresa pela página e pelos perfis da equipe, procura pelas vagas e a fatia da equipe contratada de empresas da lista global LinkedIn Top Companies.

Quem pode entrar no ranking?

Empresa privada e independente, com sede no Brasil, pelo menos 30 funcionários e no máximo cinco anos desde a fundação. Ficam fora empresas de recrutamento, think tanks (centros de estudo), fundos de capital de risco, escritórios de advocacia, consultorias de TI e de gestão, aceleradoras, estatais, organizações sem fins lucrativos e entidades filantrópicas, além de startups com demissões de 10% ou mais desde julho de 2025.

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