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Inteligência ArtificialNotíciaDados com fonte declarada

Metade das empresas brasileiras já usa IA, mas só 15% avançaram no uso

Estudo da AWS aponta avanço na adoção, mas concentração em usos básicos

Ilustração flat design de uma equipe de pequeno negócio usando um assistente de IA e avançando de uma tarefa isolada para fluxos de trabalho conectados e novas ideias; arte editorial ilustrativa.
Imagem ilustrativa

Em resumo

Pesquisa da Strand Partners para a AWS estima que 50% das empresas brasileiras usam inteligência artificial, mas entre as adotantes apenas 15% chegaram ao estágio avançado; a maioria ainda usa ferramentas prontas para tarefas pontuais.

Usar inteligência artificial já se tornou comum em muitas empresas brasileiras, mas isso não significa que a tecnologia esteja integrada ao negócio. Pesquisa da consultoria Strand Partners para a Amazon Web Services (AWS) estima que metade das empresas do país usa IA, ante 40% no levantamento anterior. Entre as que já adotaram a tecnologia, apenas 15% foram classificadas no estágio avançado.

O estudo “Desbloqueando o Potencial da IA no Brasil — 2026”, apresentado em setembro, ouviu mil líderes empresariais e mil cidadãos. Segundo a AWS, 58% das empresas que usam IA estão no nível básico, voltado a ganhos de eficiência em tarefas; 27% estão no intermediário, com integração da tecnologia a produtos ou serviços; e 15% chegaram ao nível avançado, associado a mudanças mais profundas na forma de operar ou criar negócios.

Adotar uma ferramenta é o primeiro degrau

A diferença entre usar uma ferramenta pronta e incorporá-la ao trabalho ajuda a interpretar os números. Uma equipe pode recorrer a um assistente para resumir textos ou organizar tarefas sem que a empresa tenha redesenhado processos, produtos ou atendimento. O estudo classifica esses usos em níveis diferentes de maturidade.

Isso não torna a adoção básica inútil. Para uma empresa pequena, resolver uma tarefa repetitiva pode ser um começo relevante. A questão é saber se o uso entrega um resultado observável e se o processo continua funcionando com revisão humana, sobretudo quando envolve clientes, dados importantes ou decisões de negócio.

O que a pesquisa não permite concluir

Os percentuais descrevem as respostas e a classificação do levantamento; não são uma auditoria individual das ferramentas usadas pelas empresas nem uma prova de que a IA causou ganhos específicos. A pesquisa foi encomendada pela AWS, fornecedora de serviços de nuvem, e as categorias de maturidade seguem o modelo apresentado no próprio estudo.

Para gestores, a leitura prática é que “usar IA” pode significar coisas bastante diferentes. Antes de ampliar uma iniciativa, vale definir qual tarefa se pretende melhorar e observar um indicador simples, como tempo, erros ou satisfação do cliente. Assim, a conversa sai da quantidade de ferramentas adotadas e passa para o efeito que elas têm no trabalho.

O retrato também sugere que o próximo desafio não é apenas experimentar novas ferramentas, mas decidir onde a integração compensa e como acompanhar seus resultados. A pesquisa aponta que a adoção avançou; a parcela de empresas que chegou a usos mais estruturais ainda é menor.

Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro inteligência artificial para pequenas empresas, o texto-base desta cobertura.

Fonte: Strand Partners para AWS; Exame; Canaltech

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