Calculadora de juros compostos 2026 com aportes e inflação
Valor final, aporte para a meta ou prazo, com taxa real e tabela mês a mês
Simule quanto um valor rende com aportes mensais, quanto investir por mês para chegar a uma meta ou em quanto tempo chega lá. Mostra a taxa real descontada a inflação, a memória de cálculo e a tabela em PDF.
Mostra quanto o valor final compra em dinheiro de hoje.
Valor final
R$ 112.900,64
Total investido
R$ 65.000,00
Total em juros
R$ 47.900,64
Memória de cálculo
| Taxa mensal usada(1 + 10%)^(1/12) − 1 — equivalência, não divisão por 12 | 0,7974% |
|---|---|
| Taxa anual equivalente | 10% |
| Valor inicial | R$ 5.000,00 |
| Aportes (120 × R$ 500,00) | R$ 60.000,00 |
| Juros ganhos | R$ 47.900,64 |
| Valor final | R$ 112.900,64 |
Evolução
| Ano | Investido | Juros no período | Juros acumulados | Saldo |
|---|---|---|---|---|
| 1 | R$ 11.000,00 | R$ 770,27 | R$ 770,27 | R$ 11.770,27 |
| 2 | R$ 17.000,00 | R$ 1.447,30 | R$ 2.217,56 | R$ 19.217,56 |
| 3 | R$ 23.000,00 | R$ 2.192,02 | R$ 4.409,59 | R$ 27.409,59 |
| 4 | R$ 29.000,00 | R$ 3.011,23 | R$ 7.420,82 | R$ 36.420,82 |
| 5 | R$ 35.000,00 | R$ 3.912,35 | R$ 11.333,17 | R$ 46.333,17 |
| 6 | R$ 41.000,00 | R$ 4.903,58 | R$ 16.236,75 | R$ 57.236,75 |
| 7 | R$ 47.000,00 | R$ 5.993,94 | R$ 22.230,69 | R$ 69.230,69 |
| 8 | R$ 53.000,00 | R$ 7.193,34 | R$ 29.424,03 | R$ 82.424,03 |
| 9 | R$ 59.000,00 | R$ 8.512,67 | R$ 37.936,70 | R$ 96.936,70 |
| 10 | R$ 65.000,00 | R$ 9.963,94 | R$ 47.900,64 | R$ 112.900,64 |
A simulação não desconta imposto de renda nem taxas, e supõe a mesma taxa do começo ao fim. Para comparar aplicações de renda fixa já com IR, use a calculadora de CDB, LCI e Tesouro.
Como usar a calculadora
A calculadora responde a três perguntas diferentes, escolhidas no primeiro campo:
- Quanto vou ter: informa valor inicial, aporte mensal, taxa e prazo, e recebe o valor final, quanto saiu do seu bolso e quanto veio de juros.
- Quanto investir por mês: informa a meta, o valor inicial, a taxa e o prazo, e recebe o aporte mensal necessário para chegar lá.
- Em quanto tempo chego lá: informa a meta, o valor inicial, o aporte e a taxa, e recebe o prazo em anos e meses.
A taxa pode ser digitada ao mês ou ao ano, e o prazo em meses ou anos. O campo de inflação esperada é opcional: preenchido, ele mostra o valor final em dinheiro de hoje e a taxa real do período. A opção de aportar no início de cada mês serve para quem investe logo que recebe o salário; desmarcada, vale a convenção padrão de aporte no fim do mês. Não há cadastro nem login, e os valores ficam guardados no próprio link da página, o que permite mandar a simulação para outra pessoa abrir exatamente como você deixou.
A fórmula dos juros compostos
Juros compostos são juros sobre juros: o rendimento de cada mês é somado ao saldo e passa a render no mês seguinte. Para um valor aplicado de uma vez, sem aportes, a fórmula é:
M = C × (1 + i)^n
Em que M é o montante final, C é o capital inicial, i é a taxa por período (em decimal) e n é o número de períodos. Taxa e prazo precisam estar na mesma unidade: taxa mensal com prazo em meses, taxa anual com prazo em anos.
Quando há um aporte fixo todo mês, soma-se o valor futuro da série de aportes (P):
VF dos aportes = P × [(1 + i)^n − 1] ÷ i
Essa versão considera o aporte no fim de cada mês: o primeiro depósito rende n − 1 meses e o último não chega a render. Com aporte no início do mês, cada depósito rende um mês a mais, e o resultado da série é multiplicado por (1 + i). O valor final total é a soma das duas parcelas: o capital inicial capitalizado e a série de aportes.
Taxa anual em mensal: por que não dividir por 12
Quase toda aplicação divulga a taxa ao ano, mas o dinheiro rende mês a mês. A conversão correta é por equivalência:
taxa mensal = (1 + taxa anual)^(1/12) − 1
Para 10% ao ano, isso dá 0,7974% ao mês. Dividir 10% por 12 daria 0,8333% ao mês, que parece a mesma coisa mas não é: capitalizado por 12 meses, 0,8333% ao mês vira 10,47% ao ano, e não 10%. A divisão ignora que os juros de janeiro também rendem em fevereiro, e por isso superestima o resultado. Em prazos longos a diferença pesa, como mostra o exemplo a seguir. A calculadora sempre converte por equivalência e mostra, na memória de cálculo, a taxa mensal usada e a fórmula aplicada.
Exemplo resolvido passo a passo
Imagine alguém que começa com R$ 5.000, aporta R$ 500 no fim de cada mês e consegue 10% ao ano, constantes, por 10 anos (120 meses).
- Taxa mensal equivalente: (1,10)^(1/12) − 1 = 0,7974% ao mês.
- Fator de capitalização em 120 meses: (1,007974)^120 = 2,593742. Não por acaso é o mesmo que 1,10^10: a taxa equivalente reproduz exatamente a taxa anual.
- Valor inicial capitalizado: 5.000 × 2,593742 = R$ 12.968,71.
- Série de aportes: 500 × (2,593742 − 1) ÷ 0,00797414 = R$ 99.931,93 (conta feita com a taxa sem arredondar, como faz a calculadora).
- Valor final: 12.968,71 + 99.931,93 = R$ 112.900,64.
- Total investido: 5.000 + 120 × 500 = R$ 65.000. Juros ganhos: R$ 47.900,64.
Com o aporte no início de cada mês, o valor final sobe para R$ 113.697,51. Se a taxa tivesse sido convertida dividindo 10% por 12, o resultado apareceria como R$ 115.957,70, cerca de R$ 3.057 a mais do que a taxa de 10% ao ano de fato entrega.
A tabela ano a ano da ferramenta mostra como os juros ganham peso com o tempo:
| Fim do ano | Total investido | Juros acumulados | Saldo |
|---|---|---|---|
| 1 | R$ 11.000,00 | R$ 770,27 | R$ 11.770,27 |
| 2 | R$ 17.000,00 | R$ 2.217,56 | R$ 19.217,56 |
| 5 | R$ 35.000,00 | R$ 11.333,17 | R$ 46.333,17 |
| 10 | R$ 65.000,00 | R$ 47.900,64 | R$ 112.900,64 |
Nos primeiros anos, quase todo o saldo é dinheiro depositado. No décimo ano, os juros já somam mais de 40% do saldo. É esse o efeito que o gráfico investido × juros deixa visível.
Juros simples × juros compostos
No regime simples, os juros incidem só sobre o capital original (J = C × i × n) e crescem em linha reta. No composto, incidem sobre o saldo, que inclui juros anteriores, e crescem de forma exponencial. Veja R$ 10.000 aplicados a 10% ao ano, sem aportes:
| Prazo | Juros simples | Juros compostos |
|---|---|---|
| 1 ano | R$ 11.000,00 | R$ 11.000,00 |
| 5 anos | R$ 15.000,00 | R$ 16.105,10 |
| 10 anos | R$ 20.000,00 | R$ 25.937,42 |
| 20 anos | R$ 30.000,00 | R$ 67.275,00 |
| 30 anos | R$ 40.000,00 | R$ 174.494,02 |
No primeiro período os dois regimes empatam; a diferença nasce da capitalização e aumenta a cada ano. Aplicações financeiras e dívidas como cartão de crédito e cheque especial funcionam no regime composto, por isso o mesmo mecanismo que multiplica um investimento também faz uma dívida em atraso crescer rápido.
Inflação, taxa nominal e taxa real
A taxa que o banco ou a corretora divulga é a taxa nominal: quanto o dinheiro cresce em reais. Mas os preços também sobem, e o que interessa no fim é quanto o dinheiro compra. Essa é a taxa real, calculada pela equação de Fisher:
taxa real = (1 + taxa nominal) ÷ (1 + inflação) − 1
Com 10% de rendimento e uma inflação hipotética de 4% ao ano, a taxa real é 1,10 ÷ 1,04 − 1 = 5,77% ao ano. Subtrair 10 − 4 = 6% é uma aproximação que erra mais quanto maiores forem as taxas. No exemplo resolvido, os R$ 112.900,64 do décimo ano, descontados 4% de inflação ao ano, equivalem a R$ 76.271,63 em dinheiro de hoje. É esse o número que a calculadora exibe quando o campo de inflação está preenchido, e é ele que deve ser comparado com a meta, se a meta foi pensada em preços atuais.
Regra de 72: a conta de cabeça
Para estimar em quanto tempo um valor dobra, divida 72 pela taxa anual. A 10% ao ano, 72 ÷ 10 = 7,2 anos. É uma aproximação que funciona bem na faixa de taxas mais comum:
| Taxa ao ano | Regra de 72 | Prazo exato para dobrar |
|---|---|---|
| 6% | 12,0 anos | 11,9 anos |
| 8% | 9,0 anos | 9,0 anos |
| 10% | 7,2 anos | 7,3 anos |
| 12% | 6,0 anos | 6,1 anos |
O prazo exato vem de ln 2 ÷ ln(1 + taxa). Para a conta precisa, com aportes e meta, use o modo "Em quanto tempo chego lá".
Como ler o resultado e a memória de cálculo
Os cartões de resultado trazem o número principal do modo escolhido, o total investido e o total em juros. Abaixo, a memória de cálculo mostra cada etapa da conta, na ordem:
- Taxa mensal usada: a taxa efetivamente aplicada mês a mês, com a fórmula de equivalência quando a entrada foi anual.
- Taxa anual equivalente: o caminho inverso, útil para comparar com taxas divulgadas ao ano.
- Taxa real: aparece só com a inflação preenchida.
- Valor inicial e aportes (número de meses × valor do aporte): o que saiu do seu bolso.
- Juros ganhos e valor final: o resultado da capitalização.
- Valor final em dinheiro de hoje: o poder de compra, descontada a inflação informada.
A tabela de evolução alterna entre ano a ano e mês a mês e mostra, em cada linha, o investido, os juros acumulados e o saldo. O PDF leva o resumo e a tabela; o link compartilhável leva todos os campos preenchidos. Para conferir a conta em uma fonte oficial, use a Calculadora do Cidadão, do Banco Central. Ela considera os depósitos no início de cada mês: para comparar, marque aqui a opção de aporte no início do mês e informe lá a taxa já convertida ao mês.
Se o dinheiro vai para o próprio negócio em vez de uma aplicação, a comparação justa é entre o rendimento que você deixaria de ganhar e o lucro que a empresa entrega. A calculadora de ponto de equilíbrio ajuda a ver quanto é preciso vender para cobrir um lucro mínimo, e a calculadora de precificação mostra a margem de cada produto.
O que a simulação não desconta
A simulação mostra o rendimento bruto, com taxa constante. Não desconta imposto de renda, taxa de administração, custódia ou qualquer outro custo. Na vida real, o imposto de renda da renda fixa segue uma tabela regressiva: a alíquota incide apenas sobre o rendimento, não sobre o valor aplicado, e diminui conforme o dinheiro fica mais tempo investido. Algumas aplicações têm regras próprias ou isenção para pessoa física, por isso vale checar a lâmina do produto. Outra simplificação: taxas atreladas ao CDI ou à Selic mudam ao longo do tempo, e a simulação usa um número fixo. Para aproximar o líquido, uma saída prática é digitar a taxa já descontada de imposto e custos estimados.
Erros comuns
- Dividir a taxa anual por 12. Superestima o resultado. A conversão correta é por equivalência, como no capítulo 3.
- Esquecer a inflação. Um valor final alto em reais nominais pode comprar bem menos do que parece daqui a 10 ou 20 anos. Preencha o campo de inflação e olhe o valor em dinheiro de hoje.
- Comparar bruto com líquido. Uma aplicação isenta e outra tributada não se comparam pela taxa bruta. Traga as duas para o líquido antes de decidir.
- Misturar unidades. Taxa ao mês com prazo em anos (ou o contrário) gera resultados absurdos. Confira a unidade dos dois campos.
- Ignorar quando o aporte entra. Aporte no início ou no fim do mês muda o resultado; em 10 anos, no exemplo, a diferença passou de R$ 790.
Perguntas frequentes
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