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Loja invadida e aviso do Google: o relatório de Problemas de segurança e a revisão

Em resumo

Site invadido ou com malware pode ganhar aviso do Google na pesquisa ou uma tela de alerta no navegador. O relatório Problemas de segurança do Search Console mostra o tipo de problema e exemplos de endereços. Depois de limpar o site inteiro, o dono pede a revisão no próprio relatório; a ajuda fala em alguns dias a algumas semanas.

Quando o Google conclui que um site foi invadido ou que ele pode prejudicar quem o visita, as páginas afetadas podem ganhar um aviso nos resultados da pesquisa, ou o navegador pode exibir uma tela de alerta antes de abrir a página. Na leitura do ConnectWeek, para a loja virtual isso significa visita perdida e cliente desconfiado justamente na hora da compra. O caminho para tirar o aviso passa por um relatório do Search Console chamado Problemas de segurança: ele diz o que o Google encontrou, dá exemplos de endereços afetados e tem o botão para pedir a revisão depois da limpeza.

Onde o Google mostra o que encontrou

A ajuda do relatório Problemas de segurança separa as ocorrências em três grupos. Conteúdo invadido é o que foi colocado no site sem permissão do dono, aproveitando uma falha de segurança. Malware e software indesejado são programas feitos para prejudicar aparelhos ou usuários, ou que agem de forma enganosa; a ajuda observa que o malware pode ter sido instalado por um invasor ou pelo próprio dono do site. Engenharia social é a página que induz o visitante a fazer algo perigoso, como entregar dados confidenciais ou baixar um programa.

Havendo problema, o relatório traz a contagem no alto. Sem nenhum, aparece uma marca de seleção verde. Cada ocorrência abre com uma descrição curta, a data em que foi detectada pela primeira vez e uma lista de URLs de exemplo. Essa lista é uma amostra, não o inventário completo, e pode até vir vazia, o que não quer dizer que nenhuma página foi afetada.

A Navegação segura do Google, o serviço que exibe os avisos, decide conforme o contexto de navegação, e o dono do site pode não conseguir ver o alerta que o cliente viu. O relatório é indicado como a fonte para confirmar se o problema existe e se já foi resolvido.

Tipos de invasão que aparecem numa loja

O relatório usa nomes próprios para cada caso. Na injeção de código, o invasor põe nas páginas um trecho malicioso, como um redirecionamento para outro site ou um minerador de criptomoeda que roda no navegador do visitante. Na injeção de conteúdo, entram links e textos de spam, muitas vezes de remédios ou de outros assuntos sem relação com a loja. Na injeção de URL, surgem páginas novas que o dono não criou, cheias de palavras e links de spam. Há ainda páginas enganosas, que imitam uma empresa confiável para pedir senha ou fazer baixar um programa, e downloads prejudiciais, quando o próprio site oferece um arquivo que a Navegação segura classifica como malware ou software indesejado.

A página sobre malware da Central da Pesquisa Google explica a diferença entre dois rótulos parecidos: "Malware" é o código que age pela web sem ação explícita do usuário; "Downloads prejudiciais" são arquivos que a pessoa precisa baixar. Ela também lembra que há dono de site que hospeda, sem saber, um arquivo considerado malware.

Na seção sobre injeção de conteúdo, a ajuda do Search Console cita três caminhos comuns de entrada: um diretório do servidor deixado com permissões abertas, uma versão antiga e insegura do sistema de gerenciamento de conteúdo (Drupal, Joomla! e WordPress aparecem no texto) e plug-ins de terceiros, como contadores de visitantes. A prevenção do dia a dia (acesso ao painel, aplicativos instalados, atualizações e cópias de segurança) está no checklist de segurança da loja virtual.

Como conferir sem se expor

O primeiro cuidado da ajuda é não abrir a página infectada direto no navegador. Malware costuma explorar falhas do próprio navegador, e o invasor pode esconder o spam de quem ele acha que é o dono, técnica chamada de cloaking. As duas alternativas indicadas são a Ferramenta de inspeção de URL do Search Console, que mostra a página como o Google a processa, e o cURL ou o Wget, programas de linha de comando que buscam a página e permitem simular o visitante que veio do Google. Isso importa porque, segundo a ajuda, há invasão que só aparece para certos referenciadores (como quem chega pelo Google) ou para certos user agents, a identificação que o navegador envia ao site.

Para achar páginas que a loja não criou, o caminho sugerido é pesquisar no Google com o operador site: seguido do domínio (por exemplo, site:minhaloja.com.br) e procurar endereços estranhos na lista. No código, os termos que ela indica como pistas incluem "eval", "base64_decode" e "unescape".

Na leitura do ConnectWeek, quem vende em plataforma hospedada (a loja alugada, em que a empresa da plataforma cuida do servidor) em geral não tem acesso a arquivos do servidor e deve acionar o suporte da plataforma logo depois de conferir o relatório. A ajuda do Google, para quem não tem segurança para ler o código e a configuração do servidor, remete a um guia sobre como montar uma equipe de suporte.

A limpeza que o Google espera

A regra mais repetida na ajuda é corrigir o site inteiro. Limpar só algumas páginas não traz o site de volta aos resultados nem em parte, e, se o relatório listar mais de um problema, todos precisam ser resolvidos. Nos casos de invasão, a orientação é trocar os arquivos afetados pela última cópia de segurança válida ou remover à mão o conteúdo, as páginas e as funções que o invasor usou. Depois vem o teste das correções; as ferramentas do diagnóstico (inspeção de URL, cURL ou Wget) servem para conferir.

Em downloads prejudiciais, o texto distingue duas situações. Se o arquivo foi posto de propósito pela loja, basta tirá-lo do ar e pedir a revisão. Se ninguém da loja sabe de onde ele veio, a ajuda diz que talvez o site tenha sido invadido: primeiro se corrige a invasão, depois se encontram e removem os downloads. Nos casos de página enganosa, suspeita ou de phishing (a que imita outra empresa para roubar senha ou dados), quando a loja acredita que a Navegação segura errou na classificação, a ajuda indica um formulário próprio para informar o erro.

O pedido de revisão e o tempo de resposta

Com tudo corrigido em todas as páginas, o pedido sai pelo botão Solicitar revisão, no próprio relatório Problemas de segurança. A ajuda descreve um bom pedido por três características: explica exatamente o problema, conta o que foi feito para corrigi-lo e documenta o resultado. Uma sugestão do ConnectWeek: anotar durante a limpeza o que foi removido, de onde e quando, para o texto do pedido não depender de memória.

O Google avisa por e-mail quando recebe o pedido e quando conclui a revisão, e pode mandar informações de progresso no meio. Nos problemas de segurança, a ajuda fala em prazo de alguns dias a algumas semanas. Ela pede para não mandar outro pedido antes da decisão sobre o que está pendente: insistir sem ter corrigido pode deixar a resposta seguinte mais lenta ou fazer o site ser marcado como infrator reincidente.

Quem comprou um site que já tinha problemas de segurança segue o mesmo caminho, com um acréscimo: corrigir o que o relatório lista e dizer no pedido que o site foi adquirido há pouco e agora segue as políticas de spam do Google. A ajuda observa que, em pedidos ligados a links, a revisão pode demorar mais; os links artificiais e a ferramenta de rejeição estão no artigo sobre o relatório de links do Search Console.

Fonte: Ajuda do Search Console

Perguntas frequentes

Por que não vejo o aviso que o cliente viu?

O serviço de avisos do Google leva em conta o contexto de quem navega, então o dono pode abrir a loja e não ver nada. Para saber se há problema, a referência é o relatório Problemas de segurança do Search Console.

Posso pedir a revisão depois de limpar só as páginas listadas?

Não convém. A lista do relatório é só uma amostra, e a ajuda do Google diz que a limpeza parcial não devolve o site aos resultados, nem em parte. Todos os problemas listados precisam estar resolvidos em todas as páginas.

Quanto tempo o Google leva para tirar o aviso?

Em problema de segurança, o prazo informado vai de alguns dias a algumas semanas a partir do pedido. O Google avisa por e-mail quando recebe o pedido e quando a revisão termina, e pode mandar notícias do andamento no meio.

Comprei uma loja que já estava marcada. O que muda?

O roteiro é o mesmo: corrigir o que o relatório aponta e pedir a revisão. No pedido, informe que a compra é recente e que o site agora cumpre as políticas de spam do Google.

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